Categoria Desenvolvimento profissional

porWemerson Marinho

5 passos para ter um ambiente de trabalho organizado

Recentemente, recebemos o depoimento de um seguidor que nos relatou a seguinte história:

“Há alguns anos eu trabalhei em uma agência como gerente de mídia. A parte do trabalho que eu mais gostava era o contato direto com nossa equipe e com os clientes, mas infelizmente isso era apenas cerca de 10% do que eu realmente conseguia fazer.

A maior parte do tempo eu gastava tentando organizar o fluxo constante de coisas, fosse mantendo o controle das anotações da reunião, procurando por arquivos e papeis ou, ainda, tentando me manter atualizado com as últimas notícias. E apesar de estar mentalmente exausto e estressado, eu terminava o dia sentindo que não tinha conseguido concluir nada.

Assim que saí da assessoria e comecei a trabalhar em outro lugar, decidi que eu precisava mudar a maneira de lidar com a organização na minha vida. E antes de tudo, comecei pela organização do ambiente.

Estrategicamente limpei meu escritório com o único objetivo de atingir o foco máximo. Passei duas horas do meu dia organizando tudo e o resultado foi um ambiente de trabalho sereno e livre da distração sutil que o caos introduzia. Foi quando me dei conta de que, definitivamente, a desordem física influencia diretamente a maneira com que trabalhamos”.

O relato só reafirma o que sempre falamos sobre a importância da organização: não há dúvidas de que se você é muito desorganizado, tudo ao seu redor compete por sua atenção e dificulta o trabalho. De acordo com uma pesquisa realizada pela National Association of Professional Organizations (NAPO) a aglomeração de papel é o problema número 1 para a maioria das empresas: um executivo comum desperdiça em média 4 horas por semana em busca de documentos. Além disso, também perde-se cerca de uma hora de produtividade por dia procurando informações perdidas. Isso, claramente, aumenta o estresse e a frustração no local de trabalho, reduzindo a concentração, o foco e o pensamento criativo.

Por isso, aqui estão 5 passos para você organizar seu espaço de trabalho e se organizar:

1 – Reserve tempo para eliminar a bagunça.

O que é agendado é feito, então coloque essa tarefa no seu planejamento e calendário. Eu sugiro que você separe entre duas e três horas de limpeza para conseguir deixar tudo da forma mais organizada possível.

2 – Coloque todos os seus itens no centro da sala.

Eu sei o que você está pensando, mas é isso mesmo! Lembre-se que primeiro é preciso a desordem para poder se instalar a ordem. Eu aprendi esta técnica no livro “A mágica da arrumação”, da Marie Kondo, e é realmente o melhor lugar para começar. Tire tudo dos armários e gaveta e vá colocando em um lugar onde você possa ver. Neste primeiro momento não tente ordenar ou organizar. Simplesmente junte tudo.

3 – Divida tudo em categorias.

Examine bem a pilha de coisas que você aglomerou e anote as possíveis categorias presentes. Essa lista pode incluir tópicos como áudio, computador, fotografia, material de escritório, diversos, objetos pessoais e assim por diante.

4 – Decida para onde vai cada coisa.

Agora chegou o momento de definir como você vai organizar tudo, de modo que isso facilite o seu dia a dia. Eu sugiro que um sistema de organização de cinco zonas:

  • Zona 1 – Os itens que você usa diariamente.
    Nela estarão as coisas que você usa o tempo todo, portanto elas devem estar mais próximas de você. Para mim, a maioria dos itens da Zona 1 está na mesa. Lembre-se que você deve ter o mínimo possível nesta zona. Apenas o necessário! Meus exemplos incluem: canetas, calendário, bloco de anotações, computador, teclado, mouse e meus óculos.
  • Zona 2 – Os itens que você usa com frequência.
    Estes devem estar ao seu alcance ou a apenas um passo de distância, mas não na sua mesa. Talvez eles estejam em gavetas ou armários muito próximos. Meus exemplos incluem: livros que consulto para escrever, lenços de papel, tesouras e grampeador.
  • Zona 3 – Os itens que você usa ocasionalmente.
    Estes devem estar o mais próximo possível, geralmente a apenas alguns passos da sua mesa. Talvez eles estejam em um armário, arquivo ou algum outro armazenamento local. Meus exemplos incluem: equipamento de áudio, equipamento de vídeo e cabos de computador.
  • Zona 4 – Os itens que você usa raramente – ou que não cabem no seu espaço de trabalho.
    Estes podem ser itens que você coloca dentro de um armário de armazenamento de algum tipo. Meus exemplos incluem: material de escritório extra, equipamentos de iluminação e equipamento fotográfico grande.
  • Zona 5 – Os itens que você nunca usa.
    Você está se prendendo a itens que simplesmente não usa? Então neste momento eu te encorajo a desapegar de tudo que não usou e nem precisou nos últimos 12 meses ou mais. Livre-se deles! Você tem três opções: destruí-las, doá-las ou vendê-las. E se puder dar um conselho, eu opto sempre em doar. Aquilo que para nós já não serve e nem faz sentido, pode ser essencial para alguém.
5 – Por fim, coloque cada item para onde ele vai.

Agora chegou o momento de levar cada coisa para as respectivas zonas que você determinou. Eu costumo usar organizadores para ter certeza de que os itens não irão se misturar ou ficar bagunçado na gaveta ou no armário. O objetivo é poder entrar em seu espaço de trabalho todos os dias com foco.

 
Depois de arrumado, quero que você comece a perceber as diferenças no seu dia a dia. Comigo elas foram imensas! Um ambiente sereno e organizado garante que seu cérebro não seja distraído pelas coisas; em vez disso, ele vê apenas as tarefas de alta alavancagem em mãos. Reduzir o ruído das coisas ao seu redor para que possa se concentrar no seu trabalho e ter mais tempo para as coisas importantes só vai lhe trazer benefícios, eu garanto! Afinal, lembre-se sempre: A desordem é algo que devemos eliminar se quisermos experimentar a liberdade que vem da produtividade.

* E para saber um pouco mais sobre o quanto a organização impacta no seu tempo, aproveita para assistir a este vídeo: https://youtu.be/cMCkIbyRHU8

porWemerson Marinho

Não estabeleça Metas de Crescimento sem pensar cuidadosamente no Cronograma

Você provavelmente já as viu antes: essas planilhas de projetos em que a receita do ano 2 é receita do ano 1 mais 10%, e assim por diante.

Essas projeções raramente são precisas, porque reduzem o mundo a modelos lineares, quando na realidade o processo de crescimento é não-linear e , às vezes, até mesmo exponencial.

Então ao invés de presumir que o crescimento aconteça imediatamente, e em um ritmo constante, pense nos momentos prováveis ​​em que as receitas serão realizadas. Qual é o tempo de atraso realista entre iniciar o seu projeto de crescimento e colher as recompensas dele?

Concentre-se em três insumos: o objetivo de receita para o investimento no estado estacionário; a receita assumida no primeiro ano; e o ponto de inflexão, que é o tempo necessário para alcançar 50% do objetivo de receita.

Projeções de receita irrealistas podem levar a problemas de carreira. Então tome muito tempo para fazer um pensamento inteligente de antemão.

Fonte: Harvard Business Review
porWemerson Marinho

Não diga que “Mudar é Difícil” quando você pede às pessoas para mudar

Quando uma iniciativa de mudança atinge um obstáculo, muitas vezes os líderes fazem questão de dizer às pessoas que “mudar é difícil”. Mas é preciso tomar cuidado, pois essa velha ideia pode se tornar uma profecia autorrealizável. Isto é: você se convence de que algo acontecerá (ou não) e trata de providenciar as condições para demonstrar que tinha razão, ainda que inconscientemente.

Os contratempos ou atrasos momentâneos podem ser vistos como sinal de perigo, e de repente, os funcionários se desengajam em massa. Em vez disso, tente mudar o script.

Em um estudo da Universidade de Chicago, os pesquisadores conseguiram mudar a mentalidade dos participantes ao lembrá-los que a maioria das pessoas melhora com um pouco de esforço. Os resultados? Os participantes do estudo identificaram de forma mais rápida as vantagens da mudança do que as desvantagens. Por isso, ao invés de simplesmente aceitar que tentativas de mudança raramente têm sucesso, lembre a você mesmo e à sua equipe que todos vocês estão aprendendo novas habilidades e se adaptando a novos ambientes para o resto da vida.

E toda vez que você sentir o impulso de dizer “Mudar é Difícil”, faça uma afirmação diferente, uma tão comum quanto verdadeira: A adaptação é a regra da existência humana, e não a exceção.

Fonte: Harvard Business Review
porWemerson Marinho

Orientação profissional: como mudar de carreira?

  • Você está insatisfeito com o seu trabalho atual?
  • Sente-se preso a um trabalho que não tem nada a ver com você só porque precisa do dinheiro?
  • Gostaria de mudar de emprego, carreira ou profissão, mas não faz a mínima ideia do que fazer ou por onde começar?

Neste artigo você vai ter alguns insights para resolver esses problemas.

É verdade que nem sempre é possível simplesmente pedir demissão e sair porta afora para fazer algo novo. Apesar disso, não faltam histórias corajosas de profissionais que largaram “tudo” para seguir uma carreira nova com significado.

Embora algumas pessoas se sintam inspiradas por essas histórias corajosas de mudança de carreira, outras se sentem incapazes e até intimidadas.

Mas, por que isso acontece?

Como criar coragem para mudar?

Como fazer as escolhas certas ao longo do caminho?

Será que só algumas pessoas nasceram com a possibilidade de trabalhar com algo que tenha talento e prosperar?

 

É possível, sim, mudar a sua vida e conseguir uma transição de carreira segura fazendo algo que poucas pessoas fazem.

Eu trabalho como coach de carreira desde 2001 e já ajudei centenas de profissionais a identificar uma variedade de carreiras com perspectivas de um trabalho realizador.

O primeiro passo sempre é checar a forma como você pensa sobre si mesmo e sua carreira.

Mas não estou falando aqui sobre pensamento positivo.

Embora os pensamentos influenciem o humor, comportamentos e reações físicas, o pensamento positivo NÃO é a solução para os problemas da vida.

O que você precisa, em primeiro lugar, é direção. É saber para onde investir os seus esforços e sua energia.

E você vai conseguir direção a partir do momento em que conhecer os seus talentos, pontos fortes e fracos.

Mas como descobrir os seus talentos?

É fácil reconhecer características positivas ou negativas nos outros, mas é tão complicado descrever nossas próprias características, não é verdade?

E esse “autoconhecimento” é o passo mais importante para quem deseja realmente mudar a vida e a carreira.

Todos nós, seres humanos, temos no mínimo 40 pontos fortes.

É isso mesmo!

Esse número é resultado de um estudo de vários anos aplicando o “exercício de identificação da lista de pontos fortes e fracos” com meus alunos e clientes. O número 40 é a média que mais de 6 mil alunos me apresentaram em seus trabalhos.

Você saberia, então, me dizer quais são os seus?

Se não consegue se lembrar de metade dessa lista, está na hora de começar a se conhecer melhor.

Em contrapartida, temos no mínimo 20 pontos fracos. E geralmente, quando comento que são no mínimo 20 pontos fracos, as pessoas não se assustam tanto e consideram até fácil listar esse mínimo.

Orientação profissional

Durante esses anos trabalhando como especialista em carreira, é muito comum atender pessoas que atingiram sucesso profissional mas que, ainda assim, sentem-se extremamente infelizes com o seu trabalho.

Você consegue imaginar isso? Trabalhar anos e anos para conseguir uma alta posição profissional e, ao chegar lá, descobrir que não é o que queria! Isso é muito triste.

Para evitar essa frustração, ao invés de ficar esperando uma oportunidade aparecer, você precisa descobrir algo que realmente tenha significado, aquilo que você tem talento para realizar. Esse é o segredo!

É isso que vai criar dentro de você uma espécie de alicerce de autoconfiança e clareza para decidir qual o melhor rumo para sua vida.

Para ajudar nessa descoberta, existe um processo, bastante usado em sessões de coaching, que extrai de você os seus maiores talentos e te coloca na direção certa.

Não daria para explicar tal processo com detalhes em um artigo como esse.

Mas se você tem interesse em descobrir os seus maiores talentos e uma nova oportunidade profissional em uma área que realmente tem tudo a ver com você, eu te convido a conhecer um curso que eu criei chamado Construindo uma Carreira de Sucesso:

Construindo uma carreira de sucesso

O Construindo uma Carreira de Sucesso foi elaborado com base nas primeiras sessões de coaching que faço com meus clientes.

Ele vai te ajudar a descobrir os seus talentos, estabelecer metas pessoais e definir novos rumos.

Você vai conseguir fazer um planejamento pessoal para aproveitar melhor o seu tempo e conseguir a motivação necessária para atingir os seus objetivos.

Clique no botão acima, descubra seus maiores talentos e faça sua carreira decolar!

Beijos,

Daniela do Lago – Especialista em Carreira

porWemerson Marinho

6 dicas para evitar o microgerenciamento de Equipes

Provavelmente, não estaria errado dizer que todos os gestores esperam conduzir uma equipe de alta performance. O problema é que, em busca desses resultados, o gestor pode fazer algumas coisas a mais do que deveria. Um exemplo clássico é o microgerenciamento. Quer saber como acontece e como evitar este “erro pelo excesso”? Então, confira nossas 6 dicas:

O que é microgerenciamento?

Antes de trazer as dicas, vamos esclarecer o que significa microgerenciamento. O termo se refere ao ato de controlar excessivamente o trabalho da equipe.

O gestor que pratica microgerenciamento diz aos funcionários o que fazer, ou seja, ele delega tarefas. O problema é que ele também diz como fazer. Assim, não oferece nenhuma autonomia aos seus colaboradores.

Como você pode imaginar, embora esse seja um estilo de gestão muito praticado, ele quase nunca é visto com bons olhos. O perfil dos profissionais da Geração Y, por exemplo, é muito independente. Portanto, o gestor que passa seu dia observando e cobrando ações pode entrar em conflito com a própria equipe.

Ele dá a entender que não confia na capacidade dos colaboradores para executar seu trabalho sem supervisão constante. Além disso, o microgerenciamento é uma prática associada com o gestor “capataz”, que relata as falhas da própria equipe à alta gestão da empresa e volta para aplicar punições.

Como evitar o microgerenciamento de times?

1. Mantenha apenas profissionais em quem você pode confiar

Na base do microgerenciamento está um problema de confiança. Para evitar que esse problema apareça, a melhor solução é organizar sua equipe para que seja composta apenas de profissionais que merecem e conquistam sua total confiança.

Pergunte a si mesmo: eu poderia delegar tarefas importantes a esse profissional e deixar que ele as execute com o mínimo de supervisão? A resposta, é claro, deve ser “sim” para todos os membros da sua equipe.

Para formar um time no qual você confia plenamente, é preciso ter atenção ao processo de recrutamento e seleção da sua empresa. Não faça concessões para pessoas que não são compatíveis com o perfil desejado. Além disso, continue atento aos seus colaboradores mesmo depois da contratação. Afinal, o desempenho de cada um deles no dia a dia vai indicar se eles podem continuar recebendo a mesma autonomia.

2. Entenda e ajude seus colaboradores

Se você se sentir inseguro em atribuir autonomia a algum membro do seu time, procure entender o motivo e encontrar soluções que ataquem a raiz do problema. Adotar o microgerenciamento é a saída mais fácil, mas você deve evitá-la. Comece conversando com o funcionário para entender porque ele não está trabalhando da maneira como você esperava.

Talvez esse colaborador precise de treinamentos, porque ele ainda não tem todos os conhecimentos necessários para desempenhar sua função. Talvez ele precise de mais tempo para adquirir experiência. Ou talvez, simplesmente, ele tenha uma forma de pensar e tomar decisões diferentes da sua, o que deixa você — o gestor — ansioso.

Se você realmente identificar um problema que poderia, teoricamente, justificar a necessidade do microgerenciamento, tudo bem. Mas seu próximo passo deve ser resolver esse problema de forma direta. Tornar-se um gestor centralizador e tirar a responsabilidade das mãos da equipe só vai mascarar a situação.

3. Controle sua própria ansiedade

O microgerenciamento muitas vezes está relacionado a uma ansiedade excessiva do próprio gestor. Colocando importância demais em pequenas atividades, você sente que cada deslize — um atraso, um erro de digitação, um cálculo incorreto — é um gigantesco problema. Para evitar esses “problemas”, sua resposta é assumir o controle.

Se quiser algo bem-feito, faça você mesmo — você pensa. Mas, reflita: esses deslizes realmente trazem consequências tão graves? Na verdade, na maioria das vezes, um erro pode ser facilmente consertado, desde que todos (e, principalmente, você mesmo) mantenham a calma e o foco. Além disso, é uma excelente oportunidade para que sua equipe aprenda e cresça.

4. Perceba o seu valor

Quando um gestor adota o microgerenciamento, algo ruim acontece: ele passa a gastar muito tempo em atividades que agregam pouco valor.

Sua empresa poderia ganhar muito se, em vez de monitorar os passos da sua equipe, você dedicasse seu tempo a desenvolver novos projetos, fazer planejamentos estratégicos, desenvolver networking com parceiros e clientes. Por isso, sempre que você estiver prestes a se engajar no microgerenciamento, use um breve momento para pensar. O que você poderia estar fazendo agora mesmo que iria gerar mais benefícios para o negócio?

5. Comunique-se claramente com sua equipe

Evitar o microgerenciamento não é o mesmo que abandonar sua equipe por completo. Se você comunicar com a equipe — e com cada colaborador, individualmente — quais são as suas expectativas, eles já terão uma base para trabalhar. E, claro, eles deverão assumir a responsabilidade, se não cumprirem com essas expectativas.

Porém, se você não cultivar uma comunicação eficaz com a equipe, eles ficarão perdidos. Não vão conseguir direcionar corretamente o trabalho. E também não poderão ser culpados por isso, já que faltou a liderança. E, nessa situação, assumir o controle torna-se ainda mais tentador para o gestor.

6. Deixe que os funcionários gerenciem uns aos outros

Em vez de você, gestor, praticar o microgerenciamento, que tal deixar que os próprios funcionários façam isso? Um pouco de pressão entre os pares pode ajudar a equipe a apresentar um desempenho melhor, sem que uma figura de autoridade precise agir como “babá”.

Para isso, você pode implementar reuniões de update sem a sua participação. Nessas reuniões, eles vão prestar contas do seu trabalho até o momento e apresentar os próximos passos. Isso cria uma agitação para cumprir com as promessas feitas aos colegas.

Outra boa sugestão são as pesquisas de feedback anônimo. O objetivo é que cada colaborador possa apresentar seus comentários sobre o desempenho dos demais. Porém, nessa ação, a sua mediação é necessária para garantir que todas as críticas sejam oferecidas e recebidas de maneira construtiva.

Você já percebeu que o microgerenciamento não vai ajudar sua equipe a apresentar um melhor desempenho. Ou seja, é uma prática que não beneficia os colaboradores, o gestor ou a empresa. Agora, que tal aprender uma prática que pode realmente alavancar resultados? Acesse o www.neotriad.com , o mais completo sistema de gestão de equipes do País.

porWemerson Marinho

Como aumentar a produtividade da sua equipe pela ferramenta da Mente de Colmeia

Um dos maiores desafios dos gestores é extrair da sua equipe a melhor produtividade possível. Ferramentas motivacionais, técnicas pedagógicas, metas e benefícios são propostas usuais nas empresas. Mas segundo pesquisas recentes do matemático Steven Strogatz, da Universidade de Cornell, nos EUA, e de Institutos de Harvard e MIT sobre Inteligência Coletiva, existe uma força de restauração já presente no Universo que é a fonte de nossas interações sociais e pode ser a chave para resolver essa questão da performance dos grupos.

Essa chave é a força da Sincronicidade, já citada por diversos filósofos e estudiosos da psique humana, como Carl Jung em seu livro sobre o tema. E a grande novidade é que, para caminharmos do abstrato ao concreto, para entendermos de forma mais clara e aprendermos a usar essa ferramenta, a resposta está na observação e análise da Natureza, e a técnica nos agrupamentos de animais.

As abelhas, por exemplo, quando vão escolher um novo local para uma colmeia, passam dias deliberando em conjunto as vantagens de cada local. É a análise de riscos delas. Como elas têm o mesmo propósito definido, a escolha dá certo em 80% dos casos. No ser humano, mesmo os interesses sendo divididos, será que não temos como aprender um pouco com esse tipo de democracia para ter mais sucesso? Tem gente que está provando que sim. Intuitivamente já buscamos isso em alguns grupos do WhatsApp e Facebook.

Napoleon Hill, em Lei do Triunfo, também fala sobre a formação de grupos de mente mestra para se obter melhores resultados. O exemplo clássico disso é a diferença dos indivíduos para a matemática. Na matemática 1 + 1 é igual a 2. Nos indivíduos, quando junta 1 com o outro 1, se pensarmos em termos de produtividade, as resposta são infinitas possibilidades.

O segredo da Mente de Colmeia é o comportamento de enxame, ou enxameamento, como eles têm chamado. Uma empresa americana, baseada na Mente de Colmeia, desenvolveu um aplicativo de pesquisa no qual os usuários definem suas escolhas juntos e simultaneamente. E ele foi testado na premiação do Oscar de 2015. A pergunta “quem vai ganhar o Oscar?” foi feita da forma de pesquisa clássica para 48 pessoas aleatoriamente. De 15 Oscars, a pesquisa obteve 6 acertos, ou seja, 40% de acerto. Fizeram, então, um subgrupo pegando 7 pessoas aleatoriamente dos 48 e colocaram elas para decidirem, em conjunto, usando o aplicativo pelo método de Mente de Colmeia, sem se conhecerem ou se verem, e eles tinham um minuto para decidir a melhor opção. E a pesquisa obteve 11 acertos, isto é, 73% de acertos. Por quê?

Porque o modelo de pesquisa que estamos acostumados é assincrônico. A pessoa individualmente responde a uma determinada pesquisa. O modelo de pesquisa deles, baseado no enxame, só que com pessoas na mente de colmeia, é um modelo de pesquisa sincrônico. E como seria isso?

Imagine você tendo que escolher entre uma nota de dois reais e uma outra de 100 reais. Qual escolheria? A resposta óbvia, pensando em seu próprio benefício, seria a de 100 reais. Agora imagine que você está em um grupo de 100 pessoas e só existem 10 notas de 100 reais, sendo que, se mais de 10 pessoas escolherem essa nota, ninguém vai ganha-lá. E agora, qual você escolheria?

Essa questão remete você a um pensamento coletivo. Você migra da sua individualidade para a coletividade do grupo e, por um fenômeno conhecido como evolução convergente, o grupo vai conversar para determinar qual seria a melhor forma de partilha. Isso é Mente de Colmeia, um método que tem sua raiz na força da sincronização através da ferramenta de “SWARM”, como é conhecido, enxameamento em Inglês.

Existem diversos tipos de SWARM na natureza: nos peixes, pássaros, abelhas, lobos, búfalos e seres humanos, por exemplo. Basta uma rápida busca no Google para assistir a esse fenômeno. Porém, esse agrupamento baseado na sincronicidade é bom sempre? A resposta é não. Um cão ou uma pessoa com problema de epilepsia, por exemplo, só entram em crise porque, devido a um distúrbio, milhões de células nervosas entram em sincronia e descarregam energia juntas, em sequência levando à convulsão.

Existe um outro fenômeno que, inspirado no coletivo de elefantes, é chamado de Efeito Manada. É o lado perigoso do uso da sincronicidade. Animais e pessoas podem sair correndo simplesmente porque viram todo mundo correndo também. Isso pode ter o lado bom, como fugir do perigo, mas não é muito inteligente. É quando acontecem aqueles acidentes de pessoas sendo feridas em tumultos de multidões.

Trazendo isso para o nosso trabalho: Por que vou organizar essa mesa, se ninguém organiza? Por que vou chegar no horário, se ninguém chega? Por que vou agir diferente, se todo mundo age assim? Pessoas no trabalho podem preferir ficar conversando sobre a vida dos outros ou interagindo em redes sociais, apenas pelo prazer que a sincronização de estar em grupo na mesma sintonia, na mesma vibe, traz. Sincronização libera oxitocina no seu cérebro, que é o hormônio do prazer. Sincronizar por afinidade é importante se não atrapalhar no rendimento, na produção da empresa.

A sincronicidade pelo Efeito Manada te puxa, é verdade, mas o seu sucesso depende também do seu juízo moral. A sincronicidade é um meio, e não um fim. Como tudo na vida, é preciso entender e saber usar na medida certa. Então a pergunta de ouro é: Como usar a sincronicidade para obter melhores resultados? Para ser mais produtivo? Pra gerir melhor a sua equipe?

Já usamos o enxameamento em sites de pesquisa de viagem, por exemplo. Não só quando fazemos compras coletivas, mas também quando selecionamos por preço, quantidade de estrelas ou quando fazemos comentários e analisamos os dos outros. Esse tipo de pesquisa é mais produtivo, faz você pular etapas operacionais, porque cada um faz o seu gerenciamento e ajuda o outro a fazer o dele. Geração de sincronia total.

Por mais que o Efeito Manada, de agir por impulso coletivo, tenha o seu valor, fugir do perigo, a Mente de Colméia é o caminho. E o segredo é usar o enxameamento para sincronizar com aumento da produtividade. E não precisa ser tão inteligente assim, até os insetos fazem. A gente tem como aprender.

Exemplos

1 – A lâmpada do escritório não está acendendo.

Efeito Manada? Ninguém trabalha sem luz
Mente de Colmeia? Vamos trabalhar juntos, um segura a cadeira enquanto o outro sobe para avaliar a lâmpada. Enquanto isso, um terceiro vai analisando qual a loja de lâmpada mais próxima e um quarto está buscando um eletricista.

2 – A internet está lenta.

Efeito Manada? Ninguém tem nada a ver com isso. Vamos esperar melhorar.
Mente de Colmeia? Vamos ver o que dá para ir adiantando nos outros serviços ou pelo Smartphone.

3 – A meta não foi atingida.

Efeito Manada? A culpa é de todos. Logo, fica mais difícil responsabilizar alguém.
Mente de Colmeia? Organizar melhor o planejamento.

O segredo é buscar usar a sincronicidade fazendo a migração da sobrevivência individual (Efeito Manada) para a coletiva (Mente de Colmeia) e, assim, mostrando os benefícios desse sistema. Daí a importância da missão da empresa e de definir e enfatizar o propósito da execução de um trabalho, para todos os colaboradores sentirem a vantagem e comprarem a ideia.
O marketing multinível, por exemplo, é inspirado nesse sistema. Física quântica, pensamento sistêmico, positividade, todos esses têm os dois pés na Sincronicidade. E aprender com os padrões da Natureza que já usam essa força há milhares de anos pode ser o caminho para seu sucesso.

Adriano Simões
Palestrante comportamental, com formação em Programação Neurolínguistica 
e Coaching. Pesquisador da relação ser humano-animal, atua na área de 
desenvolvimento de pessoas há 5 anos.
www.adrianosimoes.com.br
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