Categoria Espiritualidade

porWemerson Marinho

Vida Customizada

A reportagem de hoje vai apresentar o futuro das confecções: roupa customizada. Você vai à fábrica e escolhe numa tela a roupa que você quer e a customiza  no computador em tempo real e manda fazer. Em 30 minutos você sai com a roupa que você quer de forma totalmente exclusiva. Em Londres já é possível personalizar seu tênis da mesma forma. Já personalizamos quase tudo que envolve nossas vidas.

E é uma tendência! Queremos um relacionamento, uma fé, uma amizade, um emprego, comida, uma casa …enfim, tudo customizado segundo nossas escolhas e preferências.

Num sentido superficial isso pode nos dar a sensação de satisfação, mas será que isso nos preenche? É legal personalizar as coisas, mas quando isso é transmutado para nossas relações  a experiência se torna uma tragédia.

As pessoas não têm que ser como queremos para serem aceitas por nós. Não se pode customizar um ser humano e isso fica cada vez mais claro.  Mas o sentimento de que podemos mudar o outro é inflamado pelo egocentrismo exacerbado.

As pessoas num mundo cada vez mais personalizável se mostram cada vez mais insatisfeitas e querendo sempre mais. O descontentamento é impressionante e pessoas perdem grandes oportunidades de ser felizes com o que tem em busca de uma vida “ideal” que julgam que precisar estar customizadas a seu bel querer.

Uma estratégia do marketing é criar a necessidade para criar o produto para vender pra satisfazer essa necessidade. OU seja, eles se esforçam pra nos tornar consumidores e essa é a mais sutil forma de dominação das massas.

Sendo assim, cria-se a tendência que vai gerar uma necessidade  que, a seu tempo, demandará um produto ou serviço para satisfazer essa necessidade.

Bom, se as pessoas fossem mais felizes hoje do que foram aquelas que viveram longe de tais invenções e comodidades hodiernas eu as aceitaria de bom grado.

Mas, segundo minha analise, a tendência interior de customização da vida traz uma desiquilíbrio interior.  E uma desconexão com toda uma história e tradição recebida. Permite também a manifestação doentia do egoísmo que, em doses certas é muito positivo, mas se for exagerado nos torna insuportável aos outros.

O que vejo nesse mundo customizado é o aumento das doenças psicológicas e dos transtornos de personalidade.  O que vejo são pessoas infelizes e sempre em busca do que não possui e nunca contentes com o que tem.  Com relacionamentos frágeis e completamente escravizados pelo consumismo.

Precisamos repensar nossas vidas não a luz das referências e influências externas, mas  fazer uma análise de nossas vidas a partir de nosso próprio interior. É preciso para ser feliz parar de ouvir todo esse barulho do mundo e ouvir sua alma. É fundamental se desapagar do material e buscar o espiritual. Não digo isso querendo incentivar ninguém a ir pra igreja outro grande meio de alienação. Ser espiritual  é buscar no seu interior a satisfação.

Espero que evoluamos e cresçamos pra crescer e viver feliz.

 

porWemerson Marinho

Jardim do Éden

Por isso o Senhor Deus expulsou o homem do jardim do Éden… Gn 3.23 

Esse verso aponta uma grande mudança na realidade. O homem que vivia na presença de Deus foi separado dela. O “jardim do Éden” é uma expressão do plano de Deus para a humanidade. Ele foi planejado para dar “prazer absoluto” ao ser humano. Deus é o doador e criou o homem para receber todo o prazer que ele poderia dar. No jardim, o homem tinha a plena satisfação das suas necessidades preenchidas. Até que a “serpente” criou uma necessidade nova: comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Esse desejo “separou” o homem de Deus porque quando o mesmo “escolheu” desobedecer e “comeu” do fruto, sua escolha foi pelo mal. Sendo assim, o conhecimento que ele escolheu foi o do mal.   

Devido a isso, era necessário uma “correção”. Desta forma, houve a “separação” expressa no verso acima. Fora do jardim significa que o homem agora não tinha mais o preenchimento de suas necessidades pela presença de Deus. Deus se ocultou do mesmo. Ao “sair do jardim” perdeu-se a percepção da presença de Deus. Dai surgiram muitos outros desejos. Desejo por sexo, comida, abrigo… enfim, surgiram todos os desejos que tanto nos afligem. 

O que vemos no mundo no tocante a busca desenfreada pelo “prazer” baseada nas drogas, sexo, poder, dinheiro, relacionamentos… é uma busca pelo “paraíso” perdido. Se você analisar todas as ações humanas são em, ultima análise, uma busca por prazer imediato ou futuro.  

Portanto, o retorno para o “jardim do éden” é a intenção contrária a inicial: conhecer o bem, a verdade de Deus e  querer estar na presença de Deus novamente. E o processo para tal passa pela “correção dos desejos” que são feitos quando observamos a lei e os mandamentos do Senhor Deus, o Criador. 

As leis não foram abolidas, elas são imutáveis. Na verdade, elas são leis espirituais que visam corrigir os “desejos humanos” até o ponto que eles se simplifiquem em um: “desejar a presença de Deus acima de todas as coisas”. Isso é  amá-lo de “todo o coração”. 

A lei e os mandamentos mostram o conhecimento do bem e pavimentam o desejo de contato direto com o Criador que, por sua vez, começa elevar o homem cada vez mais até que ele consiga perceber sua presença na realidade. Quando percebemos a presença de Deus, ai os mandamentos e a Lei se tornam parte de nós. Não há esforço para cumpri-los.  

Estar na presença de Deus supre o homem de prazeres ilimitados e a boa noticia que o “jardim do éden” não é promessa para o futuro, mas para agora. Ele foi feito na terra e o homem saiu dele para lavrar a terra. Ou seja, ele é apenas uma dimensão espiritual desse mundo para a qual o homem adentra quando esta em comunhão com o Eterno. 

Acima que a atitude de Adão o “separou” da presença de Deus. É interessante observar que o jardim em Genesis tem localização geográfica. Apesar de que essa localização é para mostrar que esse plano de Deus pertence a nosso mundo. E esta aqui apesar de oculto da nossa percepção. 

E  da mesma forma que o homem foi separado de Deus por um desejo ele pode se unir a Deus por um desejo. Mas para que o desejo por Deus  cresça a ponto de nos “separar dos desejos do nosso corpo” é preciso observar a lei e os mandamentos. E quando o desejo por Deus for dominante em nossos corações como intenção, nos tornamos “santos” que significa “separado”. O processo em  nos disso que falei é chamado “obra de Deus”.  

Estudem a sabedoria desse texto, 

Com carinho, 

Wemerson Marinho 

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