Categoria Qualidade de vida

porWemerson Marinho

6 Maneiras Práticas de Aumentar sua Energia e Performance

O estresse parece ter tomado conta de grande parte dos ambientes de trabalho atualmente. Os trabalhadores modernos relatam serem apressados, depressivos e simplesmente cansados.

De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde, o estresse no local de trabalho custa às empresas 300 bilhões de dólares por ano, o que equivale a mais de 1 TRILHÃO de reais. Valor surreal, né? Mas muito além dos custos financeiros, não podemos esquecer que tudo isso também nos custa individualmente. E o pior: o prejuízo vem logo na saúde.

Então quais são os sinais que precisamos verificar quando nos sentimos exaustos, sobrecarregados e improdutivos? Decidi listar seis pontos vitais do local de trabalho que podemos verificar para estabelecer uma linha de base de saúde:

1. Sono: você está descansando o suficiente?

Nada contribui tanto para o estresse e para matar a nossa produtividade quanto poupar nosso sono – principalmente quando isso se torna um hábito. O sono nos restaura mental, emocional e fisicamente. Quando ficamos dispersos pela tarde ou simplesmente não conseguimos manter o foco, devemos checar quanto dormimos na noite anterior e encontrar soluções para contornar isso. Se a política da sua empresa permite, cogite tirar uma soneca rápida após o almoço, por exemplo. Ao contrário do que você deve estar pensando, a soneca não fará você perder tempo: 30 minutos descansando podem se converter em mais horas de produtividade e ânimo para o resto do dia. Caso esse não seja o seu caso, que tal estipular um horário máximo para se desligar do celular e de todas as telas que emitem luz azul e dormir mais cedo?

* Para mais dicas sobre como dormir melhor, dá uma olhada nessa entrevista que fiz com o Dr. Jefferson Soares, médico Neurologista e Neurofisiologista: Clique aqui

2. Dieta: Você está comendo alimentos nutritivos?

Se não é pelo sono, para a maioria de nós aquela preguicinha no meio da tarde é causada pelo excesso de carboidrato/açúcar no sangue. Comer os tipos certos de alimentos nos ajuda a manter os níveis de energia durante todo o dia. Experimente! Se achar necessário, consulte um nutricionista ou nutrólogo para auxiliar você. Os ganhos serão enormes!!!

3. Exercício: você está ativo?

Quando estamos estressados e pressionados pelo tempo, muitas vezes acabamos sacrificando o exercício. Mas isso é um jogo de soma zero. O melhor caminho é expandir nossa energia e descansar o psicológico para que possamos fazer mais com o tempo que temos. E o exercício é um componente chave disso! Então que tal voltar (ou enfim começar) a se exercitar? Minha dica: Fuja das “modinhas” e procure uma atividade que você goste. Isso faz toda a diferença!

4. Prioridades: Você sabe com clareza o que é mais importante?

Quando nossas prioridades não estão claras, gastamos nossa energia em tarefas inúteis. Estabelecer prioridades conserva nossa energia e libera nosso tempo para os projetos que realmente trarão resultados, deixando a procrastinação de lado. É impossível progredir em projetos importantes e prioritários quando nossos calendários estão cheios de reuniões e tarefas que são circunstanciais. Então se você não sabe suas prioridades, para tudo e repensa agora mesmo!

*Para ajudar, deixo aqui o meu vídeo “Como definir prioridades e metas?”

5. Interrupções: Você tem sistemas para filtrar distrações?

E-mails, ligações, telefonemas, redes sociais… Se não encontrarmos alguma maneira de manter todas essas interrupções à distância, será impossível se concentrar no que importa. Afinal, enquanto damos atenção a todas essas distrações, o trabalho continua aumentando e a sensação de estar sendo engolido pelas tarefas fica cada vez mais difícil de ser contornada. Uma alternativa é silenciar o celular para notificações e estabelecer horários/períodos para abrir o e-mail e as redes sociais (e claro: cumpri-los).

6. Multitarefa: você está tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo?

Um dos grandes vilões da gestão de tempo é a tentativa de se fazer muitas coisas ao mesmo tempo! A multitarefa nos leva a desperdiçar atenção e eficiência na alternância entre várias tarefas. E isso drena nossos recursos mentais e nos desacelera. Sugiro que você liste em um papel ou ferramenta tudo o que tem para fazer no dia e determine a ordem de fazê-lo. Você vai ver como isso ajuda! Aqui na empresa nós usamos o Neotriad, mas você deve buscar a maneira que melhor se encaixe às suas necessidades.

Acho que depois de todas essas dicas, ficou claro que se você está se sentindo mal, a pior coisa a fazer é seguir em frente como se nada estivesse errado. Os sintomas são bandeiras vermelhas que nos alertam para que possamos consertar o que está errado. E essa verdade vale para o trabalho também.

Se nos sentimos exaustos, sobrecarregados e improdutivos, a pior coisa que podemos fazer é seguir em frente e ficar empurrando o problema com a barriga. Isso não vai ajudar em nada! Mas se verificarmos os sinais vitais do nosso local de trabalho, podemos ver o que está errado, fazer ajustes e voltar a ficar de pé. Afinal, nunca é tarde para começar.

porWemerson Marinho

Produtividade da Mulher x Cólicas Menstruais

Muito se fala sobre produtividade da mulher no ambiente de trabalho. Neste universo, inúmeros tópicos sempre estão em pauta: vida familiar, filhos, divisão de tarefas, dupla jornada de trabalho. Mas pouco se fala de algo inerente à mulher e que, portanto, não se trata de escolha ou opção. Ela está lá, queira ou não, quase todos os meses. A cólica menstrual.

E ainda que o assunto seja pouco comentado ou levado em consideração pelas empresas no Brasil, mais do que causar desconforto, a cólica menstrual afeta diretamente a produtividade das mulheres no ambiente de trabalho.
De acordo com o Estudo DISAB (Dismenorréia & Absenteísmo no Brasil), desenvolvido por ginecologistas e publicado na Revista Brasileira de Medicina, a cólica menstrual diminui em até 67% a capacidade de produção no trabalho profissional e na realização das atividades diárias entre as mulheres brasileiras. Isso significa que se em um dia normal uma mulher produz 50 relatórios em sua jornada de trabalho, em um dia com cólicas menstruais este número pode diminuir para até 17. Afinal, o tempo que deveria ser dedicado integralmente a uma atividade, muitas vezes acaba se dividindo com o desconforto e a tentativa de aliviar a dor.

Os números revelam ainda que, mais do que na mulher, o período acaba doendo também no bolso do empresário. Já que, segundo o estudo, a perda de produtividade por funcionária ocasionada pela cólica tem custo médio de aproximadamente um mês de trabalho por ano.

Obviamente nem todas as mulheres sofrem com o problema e nem todas que sofrem precisam mudar sua agenda por conta das dores, mas os números deixam claro a importância de se olhar com outros olhos para essa questão. Um olhar mais humano. Afinal, quando falamos em ambiente de trabalho, o que afeta um indivíduo, direta ou indiretamente acaba afetando toda a equipe.

Deste modo, essa questão que tanto interfere na qualidade de vida das mulheres deveria ser levada em conta pelos gestores. Pois, muito além do aumento de produtividade e consequente economia dos custos indiretos, é necessário zelar pela garantia do bem estar de seus funcionários, considerando sempre seus limites físicos.

 Frequência de sintomas associados à cólica no período menstrual.

* Salário mensal – R$ 450,00 / Remuneração hora – R$ 3,14.

porWemerson Marinho

6 dicas para você fugir do estresse

Estresse todo mundo tem, é uma reação natural do corpo a alguma ameaça externa. Desde o tempo das cavernas, ele atua em benefício do ser humano, já que, quando o homem precisava caçar, o estresse preparava o seu corpo para que tivesse mais foco e mais reflexos. É isso mesmo: nos momentos certos, o estresse é positivo. O grande problema é que, atualmente, ocorre com tamanha frequência que acaba sobrecarregando o organismo e prejudicando a saúde.

Os fatores que geram o estresse já são bem conhecidos por muitos. Os mais comuns são as preocupações, a falta de tempo e os problemas familiares. Já os efeitos são bem variados: dor de cabeça, tensão ou dor muscular, fadiga, distúrbios de sono, raiva, ansiedade, falta de motivação, falta de foco, irritabilidade etc.

Sempre digo que o estresse pode ser bem leve, mas que, se acumulado e não receber nenhuma intervenção, ele acaba com a nossa saúde. É uma preocupação aqui, outra ali, dificuldades na carreira, problemas financeiros ou de relacionamentos que fazem com que o problema se agrave. Não espere chegar ao mais elevado nível de estresse para começar a pensar em qualidade de vida. Crie um plano de ação na sua agenda e estipule tarefas para melhorar o seu dia a dia.

Para ajudá-lo a colocar isso em prática, selecionei algumas ações:

1 – Aceite o problema – Ter estresse não é o fim do mundo. Qualquer pessoa está sujeita a momentos de estresse na vida, portanto é fundamental que você aceite isso e se previna. Deixar para mudar só depois que está doente pode ser tarde demais. Admitir o problema ajuda a tomar a atitude de mudar. Negar só vai te prejudicar.

2 – Seja mais produtivo – Quanto mais tempo você tiver para aquilo que você realmente gosta de fazer, menos estresse você terá. Com tempo disponível, consegue ir ao médico, praticar esportes, sair com os amigos, se dedicar mais à família e aos sonhos. É outra vida!

3 – Invista nos seus hobbies ou na sua fé – Você precisa ter uma válvula de escape, algo que ajude você a se sentir melhor ao investir o seu tempo. Pode ser um hobby, um esporte, uma prática religiosa, meditação ou qualquer outra coisa que o deixe mais concentrado. Só você pode descobrir o que fazer, portanto não espere isso cair do céu. Saia do lugar e tente encontrar o melhor “remédio natural” para você.

4 – Faça diferente – De nada adianta saber que está estressado e continuar insistindo naquilo que está minando sua resistência. É necessário fazer alguma mudança, pode ser na alimentação, no seu estilo de vida ou no trabalho. A regra é óbvia, se você fizer as coisas do mesmo jeito, seu estresse permanecerá. Defina as suas áreas de mudança e comece algo novo.

5 – Procure ajuda – Não tente enfrentar estresse sozinho. Cercado de pessoas que gostam de você, fica mais fácil resolver o problema. Converse com o seu chefe, familiares ou amigos. Peça ajuda para marcar médicos, para acompanhá-lo nos exames, para fazer algo diferente, para ir com você à academia ou simplesmente para aproveitar mais a vida.

6 – Nem tudo é tão grave quanto parece – Que muita gente faz tempestade em copo de água é inegável. Quantas tarefas urgentes não são tão urgentes assim? Quantas situações que até então eram pouco complicadas tomaram proporções gigantes de repente? A próxima vez que surgir um problema, analise com objetividade em vez de alimentá-lo. Um pouco de leveza ajuda muito a reduzir o estresse e a focar os pensamentos em atitudes mais relaxantes.

porWemerson Marinho

7 dicas para administrar melhor o seu tempo em 2018

Nós já estamos no final de 2017 e muita gente tem a sensação de que o ano começou ontem e não conseguiu fazer nada (ou quase nada) do que havia planejado. Mas será que o tempo é tão curto assim para vivermos sempre correndo e sequer sentirmos o ano passar?

Não, não é!

O problema não é a quantidade de horas que temos. O que faz a diferença é o uso dessas horas. Estamos trabalhando cada vez pior, em maior quantidade, com mais estresse e… menos resultados. Isso tudo porque gerenciamos nosso tempo de forma incorreta.

Em um ambiente desorganizado e sem planejamento, as chances de você se estressar, ficar sem ânimo para os relacionamentos e, pior ainda, não cuidar da própria saúde são imensamente maiores. E é justamente daí que vem a impressão de que o tempo está correndo mais rápido. Ou seja: a pessoa que não organiza as tarefas acaba virando escrava das circunstâncias e tudo se torna uma urgência. 

A solução? Planejamento.

Algumas pessoas parecem ter medo dessa palavra, pois acham que é uma tarefa complicada demais ou quase impossível. Meu conselho, portanto, é que você experimente uma nova forma de gestão, adequada à própria maneira de agir e de se organizar. Com isso, irá trabalhar menos, se planejar melhor e ainda conseguir focar no que é realmente importante.

Para ajudar, deixo aqui estas sete dicas para você começar a administrar melhor o seu tempo e ter uma rotina mais equilibrada, com melhores resultados na vida profissional e, consequentemente, na pessoal.

1 – PLANEJE COM TRÊS DIAS DE ANTECEDÊNCIA

É comum pensar e organizar apenas o hoje. E aí mora um grande erro! O ideal é começar olhando ao menos três dias para frente. Se você conseguir organizar uma semana inteira, melhor ainda. Na hora de planejar, avalie a duração de cada atividade e não exagere, pois sempre deve sobrar tempo para eventuais urgências que possam aparecer. Eu garanto: A partir do momento que começamos a pensar com antecedência o tempo sempre será um aliado.

2 – ANOTE A SUA PROGRAMAÇÃO

TODAS as tarefas devem ser anotadas. Não adianta tentar deixar tudo gravado na cabeça. Afinal, se você não consegue mensurar e visualizar tudo que deve ser feito, fica impossível gerenciar o tempo. Onde você vai anotar seus compromissos, é uma escolha sua: pode ser uma agenda de papel, um aplicativo ou um software. Não importa! A ferramenta ideal é aquela com a qual você mais se identifica. Mas anotar é essencial!

3 – AVALIE A AGENDA TODOS OS DIAS

De nada adianta escrever as suas tarefas e programação e deixar de lado. Passo importante neste processo é checar diariamente os seus compromisso. Ao fazer isso, você consegue priorizar tudo o que deve ser feito e conferir se existe hora suficiente para cumprir tudo o que foi planejado.

4 – CLASSIFIQUE AS TAREFAS

Todas as tarefas podem ser distribuídas em uma das esferas da “Tríade do Tempo”:

  • Existem as atividades urgentes – o prazo está curto ou acabou;
  • as atividades importantes – que trazem resultado e possuem tempo para serem realizadas;
  • e as atividades circunstanciais – que não agregam valor e fazem você apenas perder tempo.

O foco sempre deve ser sempre priorizar as atividades urgentes a fim de eliminá-las rapidamente. O passo seguinte é aumentar as tarefas importantes, que ajudam a reduzir as urgências e mantém você equilibrado. E, por último, eliminar as circunstanciais, aprendendo a dizer não ou simplesmente excluindo-as da sua rotina.

5 – PREPARE-SE PARA OS IMPREVISTOS

Como comentei no item 1, é muito importante ter um tempo reservado para possíveis imprevistos e urgências. Ao realizar o planejamento das tarefas, não lote sua agenda de compromissos. Recomendo que você mensure as atividades do seu dia e veja quantas horas tem planejadas X quantas horas disponíveis. Afinal, durante um dia de trabalho podem surgir diversas tarefas urgentes a serem realizadas, que exigirão uma reprogramação da agenda. E colocando esse tempo, você não precisará deixar nenhuma outra tarefa de lado.

6 – APRENDA A DIZER NÃO

Se você, como muita gente, tem dificuldade em dizer não, sugiro que crie uma lista da clareza. E como fazer isso?

Divida a folha em duas colunas. De um lado, liste todas as ações aceitáveis, e, do outro tudo, aquilo que você negará. Por exemplo: na lista do “sim” considere uma viagem no fim de semana, mudar de empresa etc. No lado do “não”, coloque aquele curso não muito interessante ou um evento no dia em que a sua agenda já está cheia. Valem momentos do ambiente pessoal e do profissional. O importante é considerar a sua disponibilidade e vontade de realizar tais atividades. A partir do momento que decidir o que fazer, a posição deverá ser mantida.

No início, pode parecer difícil mas esta é uma atitude pequena e simples que começa dentro de você, reafirma a importância da sua resposta e evita conflitos internos. Ao aprender a montar esta lista, você vai se organizar melhor e criar recursos para dizer a verdade diante de qualquer situação.

7 – DELEGUE

Apesar de grande parte das pessoas terem um perfil mais centralizador, delegar é de extrema importância. Quanto mais você delega, mais tempo tem disponível. Com isso, você consegue subir na cadeia de trabalho na empresa e na cadeia de produtividade, pois sobra mais tempo para evoluir em outras áreas da vida.

Bom, eu espero que essas dicas possam servir para você fazer 2018 passar com muito mais leveza e sentir cada hora do dia. Afinal, o legal não é querer voltar no tempo para reviver os bons momentos, mas sim olhar para trás e ter a sensação de que aproveitou cada minuto da melhor maneira possível.

porWemerson Marinho

A importância do Autoconhecimento para a Organização Pessoal

Ser uma pessoa organizada é estar em equilíbrio. E equilíbrio, segundo o dicionário, é: [Física] Estado do sistema cujas forças que sobre ele agem se contrabalançam e se anulam de maneira mútua. Posição do corpo que se encontra estável (desprovido de oscilação ou desvio).Força que age de maneira igual entre duas ou mais coisas (ou pessoas).Cujas quantidades se apresentam de modo igual: existe equilíbrio entre os lucros e os gastos.[Figurado] Propriedade ou estado aquilo que permanece estável (constante); estabilidade: equilíbrio de oportunidades de trabalho.[Figurado] Em que há harmonia; que se distribui de maneira proporcional: equilíbrio de uma estátua.[Figurado] Que apresenta comedimento emocional; cujo estado mental é estável; autocontrole.(Etm. do latim: aequilibrium.ii).  Grifos meus, ok?

Como podemos ver, um Ser em equilíbrio permanece estável com comedimento emocional e autocontrole. Fantástico! Agora me diga: Quem consegue estar 100% equilibrado o tempo todo? Digo equilibrado mesmo e não “se segurando” para não explodir debaixo de uma capa. Difícil, né?

Eu mesma nem sempre estou 100% equilibrada o tempo todo por um simples fato: sou humana, tenho virtudes e defeitos como todo mundo, porém tenho hoje um grau de consciência maior sobre mim. Ele veio com as dificuldades da vida, com o coaching, com a maternidade, o casamento… Sim, sim. Em todas as situações podemos obter aprendizados sobre nós mesmos.

Isso tudo para dizer que:

                                     AutoConhecimento  =>  Equilíbrio => Organização Pessoal

Explico: Quando nos autoconhecemos, temos maior chance de encontrar equilíbrio diante das adversidades e, consequentemente, nos organizarmos. Quer ver?

Qual a chance de você chegar com antecedência numa reunião na segunda às 9h e participar dela de forma produtiva/presente, depois de ter tido um problema pessoal pesado no sábado que não sai da sua cabeça?

Você até pode “colocar o problema debaixo do tapete”, mas ele vai continuar ali, mesmo que evite pensar nele. Entende? Agora se você já “esfriou” a cabeça, conseguiu minimamente se situar dentro da circunstância ainda que não tenha a solução a chance de ser produtivo aumenta

Organização e Equilíbrio caminham juntas desde que seja o Autoconhecimento a uni-las. Como sei disso?

Pelas minhas vivências pessoais e profissionais. Não apenas com clientes e relações próximas, mas ainda nas minhas “andanças” em cursos, treinamentos, livros, enfim… Fora, claro, a observação. Como uma boa jornalista, e agora boa coach, observar a realidade à minha volta é comigo mesmo. Vejo pessoas “equilibradas” não serem organizadas com o seu tempo, por exemplo. Aquelas mais organizadas em geral são as que olham pra si mesmo, suas relações e priorizam o seu bem estar.

Me dei conta dessas relações quando percebi o quanto a (des)organização afeta a nossa vida e fui em busca de uma teoria para embasar isso. Foi quando conheci a Laura Cavalcanti, indicada pela Tabatha Moraes. Laura é psicóloga e coach e trabalha com emagrecimento no Emagrecer Integral. Ela me apresentou o Diagrama Integral -uma parte da Teoria Integral- do Ken Wilber, uma meta teoria que abarca conhecimentos orientais e ocidentais para uma leitura integral do homem, em que se estabelece a relação do sujeito consigo e com o mundo externo.

Adaptei essa ideia à Organização Pessoal e vejo a aplicação dessa relação na prática. Uma coachee não tinha tempo para nada, até vermos que a dificuldade dela em dizer “não” atrapalhava e muito a vida dela. Sessões depois:  bingo! Tinha a crença de que se negasse as solicitações alheias não seria bem quista pelos mais próximos. Me lembro de ter me atrasado para um compromisso mas não sair enquanto não resolvemos isso. (risos)

Ficou mais claro agora como o autoconhecimento influencia no equilíbrio e na Organização Pessoal?

Por isso não vejo muito sentido em atuar de forma isolada na Organização Doméstica, pois ela é apenas uma parte. Adianta ter as gavetas organizadas e as relações não? A depender , a organização das gavetas pode ajudar nas relações e vice-versa. O que quero dizer é que antes de organizar a nossa casa é preciso se organizar por dentro.

A triagem (separação entre objetos, roupas que ainda serão usados, poderão ser doados, serão descartados) talvez seja a parte mais importante de uma Organização Doméstica, pois é quando nos deparamos com os nossos sentimentos, lembranças e planos que estão presente em cada uma daquelas coisas e desapegar-se delas pode representar um expurgo emocional muito eficiente.

Triar os sentimentos é um comportamento a ser transformado em hábito e é nisso que acredito e aplico comigo e nos clientes seja na Consultoria, abordagem mais pontual, ou no Coaching onde posso me aprofundar mais. Organização Pessoal é um processo de dentro para fora. Somente organizamos nosso ambiente externo quando o interno está em equilíbrio. No que puder ajudar, conte comigo.

Até a próxima,

Joana D'arc Souza - Consultora e Coach de Organização Pessoal
porWemerson Marinho

Organização Doméstica ajuda a construir o nosso aconchego no lar

Hoje vamos falar de Organização Doméstica de um jeito diferente. Falemos sobre a importância de cultivar o nosso lar para os que o dividem conosco – e como podemos dar conta disso tendo rotina atribulada.

Se você cuida da casa, das roupas, da comida, do relacionamento, de você, do trabalho e dos filhos/familiares, fora as atividades extras (Ufa!!! Já cansei!), então sabe do que estou falando e do quanto, muitas vezes, queremos fugir por achar que não daremos conta. Sim, me incluo nisso também.

Organização Doméstica é mais do que ter um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É estarmos inteiros, plenos, presentes ao deixarmos o nosso cantinho do nosso jeito, aconchegante para nós e para aqueles que convivem conosco e nos visitam. Lembrando sempre que é muito bacana faxinar, cozinhar e arrumar a casa para festejar com amigos. Eu mesma sou adepta disso, sempre que possível. Porem não podemos esquecer de fazer isso com os nossos e para os nossos. Por que são só as visitas que recebem tratamento VIPPorque não tratar como VIP as pessoas realmente VIP na nossa vida? Aquelas que convivem conosco.

Falta de tempo, claro! Ah, sempre ele!
E se eu te dizer que ele não é tão mau assim?

O tempo pode nos ajudar e muito nisso. É só lembrar do motivo pelo qual estamos limpando e arrumando a casa, como colocar uma flor na mesa da cozinha, sabe? Uma “bobagem” que já diz muito.

Para quem não conhece, isso é uma colmeia organizadora:

Elas servem para colocar meias, peças íntimas femininas e masculinas, leggins, biquínis, enfim. Uma infinidade de usos. Eu tinha muita resistência a usá-las, mesmo sendo Personal Organizer desde 2013. Quebrei isso quando associei, em um curso de reciclagem feito em 2016, seu uso com o bom uso do tempo.

Assim como organizamos (deveríamos, pelo menos) a nossa agenda com cada compromisso num intervalo, por que não organizar as nossas coisas? Por que não dedicar um tempo para a nossa casa?

Nossa casa reflete nossa essência, nossa organização emocional e relacionamentos. Pessoas que convivem “em pé de guerra” ou numa aparente harmonia quando na verdade é “cada um por si” dificilmente terão a casa organizada. Exemplo típico: aparentemente tá tudo limpo e arrumado até um armário de uso comum, como o da cozinha, ser aberto..

Comece planejando!

Sim. Sim. Planejar é a palavra de ordem. A partir do planejamento se estabelece algo precioso para um lar: a Rotina Doméstica de limpeza e alimentação. Para quem tem filhos, então, isso é fundamental!!!

COMO PLANEJAR

 
Primeiramente, lembre do motivo pelo qual está fazendo essa organização! Falamos no começo do texto sobre ter um ambiente aconchegante a nós e aos nossos.

Comece pelos pontos críticos. 

Geralmente a gente sabe quais são os piores pontos críticos da casa. Eu, por exemplo, tenho dificuldade com as roupas. Porque não vão para os devidos locais já dobradas/passadas sozinhas? Aff! Outro dia levei quase 2h guardando roupas e organizando gavetas, porque dobro uma a uma, guardo em cada gaveta, prateleira… As roupas passaram a ser meu indicador de produtividade: Lavei e guardei, sem acumular para lavar ou guardar? Ponto! Tive uma semana produtiva em casa.

E você quais os pontos críticos da sua casa? Comece por eles, planeje no seu tempo disponível um intervalo para isso. Mas não se esqueça da triagem:

–  O que será usado mesmo – SEPARE.
–  O que está em bom estado e será usado um dia, quem sabe – DOE.
– O que não será usado de jeito nenhum e só ocupa espaço – LIXO.
– Depois disso, aí sim ORGANIZE.

Lembrando que Organizar = Armazenar da melhor forma possível com critério de uso e alcance útil. Sabe aquela bolsa do dia a dia? Para que eu vou colocar na parte de cima do armário se tenho 1,60m e terei que subir numa escada todo dia.

Já entendeu né?

– Usado sempre – Deixe a mão
– Usado de vez em nunca – Fora do alcance
(Claro que aqui não me refiro a itens perigosos às crianças e animais. Isso é outro papo!)

E por que eu disse para começar com o “pior”?

Simples: Ao fazer o que é mais penoso e demorado, ganhamos motivação para fazer o mais simples e/ou o que nos agrada mais. Vira recompensa.  E não há recompensa melhor do que estar com a nossa casa organizada e arrumada com carinho para quem amamos, né? Fora que dá uma satisfação em ver o resultado do esforço traduzido num ambiente acolhedor e aconchegante a nós e a quem recebemos. Não dá?

Organização Doméstica é um processo continuo. Comece e vamos juntas.  Estou aqui para ajudar, conte comigo!

Joana D'arc Souza - Consultora e Coach de Organização Pessoal
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