Arquivo de tag Carreira

porWemerson Marinho

5 passos para ter um ambiente de trabalho organizado

Recentemente, recebemos o depoimento de um seguidor que nos relatou a seguinte história:

“Há alguns anos eu trabalhei em uma agência como gerente de mídia. A parte do trabalho que eu mais gostava era o contato direto com nossa equipe e com os clientes, mas infelizmente isso era apenas cerca de 10% do que eu realmente conseguia fazer.

A maior parte do tempo eu gastava tentando organizar o fluxo constante de coisas, fosse mantendo o controle das anotações da reunião, procurando por arquivos e papeis ou, ainda, tentando me manter atualizado com as últimas notícias. E apesar de estar mentalmente exausto e estressado, eu terminava o dia sentindo que não tinha conseguido concluir nada.

Assim que saí da assessoria e comecei a trabalhar em outro lugar, decidi que eu precisava mudar a maneira de lidar com a organização na minha vida. E antes de tudo, comecei pela organização do ambiente.

Estrategicamente limpei meu escritório com o único objetivo de atingir o foco máximo. Passei duas horas do meu dia organizando tudo e o resultado foi um ambiente de trabalho sereno e livre da distração sutil que o caos introduzia. Foi quando me dei conta de que, definitivamente, a desordem física influencia diretamente a maneira com que trabalhamos”.

O relato só reafirma o que sempre falamos sobre a importância da organização: não há dúvidas de que se você é muito desorganizado, tudo ao seu redor compete por sua atenção e dificulta o trabalho. De acordo com uma pesquisa realizada pela National Association of Professional Organizations (NAPO) a aglomeração de papel é o problema número 1 para a maioria das empresas: um executivo comum desperdiça em média 4 horas por semana em busca de documentos. Além disso, também perde-se cerca de uma hora de produtividade por dia procurando informações perdidas. Isso, claramente, aumenta o estresse e a frustração no local de trabalho, reduzindo a concentração, o foco e o pensamento criativo.

Por isso, aqui estão 5 passos para você organizar seu espaço de trabalho e se organizar:

1 – Reserve tempo para eliminar a bagunça.

O que é agendado é feito, então coloque essa tarefa no seu planejamento e calendário. Eu sugiro que você separe entre duas e três horas de limpeza para conseguir deixar tudo da forma mais organizada possível.

2 – Coloque todos os seus itens no centro da sala.

Eu sei o que você está pensando, mas é isso mesmo! Lembre-se que primeiro é preciso a desordem para poder se instalar a ordem. Eu aprendi esta técnica no livro “A mágica da arrumação”, da Marie Kondo, e é realmente o melhor lugar para começar. Tire tudo dos armários e gaveta e vá colocando em um lugar onde você possa ver. Neste primeiro momento não tente ordenar ou organizar. Simplesmente junte tudo.

3 – Divida tudo em categorias.

Examine bem a pilha de coisas que você aglomerou e anote as possíveis categorias presentes. Essa lista pode incluir tópicos como áudio, computador, fotografia, material de escritório, diversos, objetos pessoais e assim por diante.

4 – Decida para onde vai cada coisa.

Agora chegou o momento de definir como você vai organizar tudo, de modo que isso facilite o seu dia a dia. Eu sugiro que um sistema de organização de cinco zonas:

  • Zona 1 – Os itens que você usa diariamente.
    Nela estarão as coisas que você usa o tempo todo, portanto elas devem estar mais próximas de você. Para mim, a maioria dos itens da Zona 1 está na mesa. Lembre-se que você deve ter o mínimo possível nesta zona. Apenas o necessário! Meus exemplos incluem: canetas, calendário, bloco de anotações, computador, teclado, mouse e meus óculos.
  • Zona 2 – Os itens que você usa com frequência.
    Estes devem estar ao seu alcance ou a apenas um passo de distância, mas não na sua mesa. Talvez eles estejam em gavetas ou armários muito próximos. Meus exemplos incluem: livros que consulto para escrever, lenços de papel, tesouras e grampeador.
  • Zona 3 – Os itens que você usa ocasionalmente.
    Estes devem estar o mais próximo possível, geralmente a apenas alguns passos da sua mesa. Talvez eles estejam em um armário, arquivo ou algum outro armazenamento local. Meus exemplos incluem: equipamento de áudio, equipamento de vídeo e cabos de computador.
  • Zona 4 – Os itens que você usa raramente – ou que não cabem no seu espaço de trabalho.
    Estes podem ser itens que você coloca dentro de um armário de armazenamento de algum tipo. Meus exemplos incluem: material de escritório extra, equipamentos de iluminação e equipamento fotográfico grande.
  • Zona 5 – Os itens que você nunca usa.
    Você está se prendendo a itens que simplesmente não usa? Então neste momento eu te encorajo a desapegar de tudo que não usou e nem precisou nos últimos 12 meses ou mais. Livre-se deles! Você tem três opções: destruí-las, doá-las ou vendê-las. E se puder dar um conselho, eu opto sempre em doar. Aquilo que para nós já não serve e nem faz sentido, pode ser essencial para alguém.
5 – Por fim, coloque cada item para onde ele vai.

Agora chegou o momento de levar cada coisa para as respectivas zonas que você determinou. Eu costumo usar organizadores para ter certeza de que os itens não irão se misturar ou ficar bagunçado na gaveta ou no armário. O objetivo é poder entrar em seu espaço de trabalho todos os dias com foco.

 
Depois de arrumado, quero que você comece a perceber as diferenças no seu dia a dia. Comigo elas foram imensas! Um ambiente sereno e organizado garante que seu cérebro não seja distraído pelas coisas; em vez disso, ele vê apenas as tarefas de alta alavancagem em mãos. Reduzir o ruído das coisas ao seu redor para que possa se concentrar no seu trabalho e ter mais tempo para as coisas importantes só vai lhe trazer benefícios, eu garanto! Afinal, lembre-se sempre: A desordem é algo que devemos eliminar se quisermos experimentar a liberdade que vem da produtividade.

* E para saber um pouco mais sobre o quanto a organização impacta no seu tempo, aproveita para assistir a este vídeo: https://youtu.be/cMCkIbyRHU8

porWemerson Marinho

Não estabeleça Metas de Crescimento sem pensar cuidadosamente no Cronograma

Você provavelmente já as viu antes: essas planilhas de projetos em que a receita do ano 2 é receita do ano 1 mais 10%, e assim por diante.

Essas projeções raramente são precisas, porque reduzem o mundo a modelos lineares, quando na realidade o processo de crescimento é não-linear e , às vezes, até mesmo exponencial.

Então ao invés de presumir que o crescimento aconteça imediatamente, e em um ritmo constante, pense nos momentos prováveis ​​em que as receitas serão realizadas. Qual é o tempo de atraso realista entre iniciar o seu projeto de crescimento e colher as recompensas dele?

Concentre-se em três insumos: o objetivo de receita para o investimento no estado estacionário; a receita assumida no primeiro ano; e o ponto de inflexão, que é o tempo necessário para alcançar 50% do objetivo de receita.

Projeções de receita irrealistas podem levar a problemas de carreira. Então tome muito tempo para fazer um pensamento inteligente de antemão.

Fonte: Harvard Business Review
porWemerson Marinho

6 dicas para evitar o microgerenciamento de Equipes

Provavelmente, não estaria errado dizer que todos os gestores esperam conduzir uma equipe de alta performance. O problema é que, em busca desses resultados, o gestor pode fazer algumas coisas a mais do que deveria. Um exemplo clássico é o microgerenciamento. Quer saber como acontece e como evitar este “erro pelo excesso”? Então, confira nossas 6 dicas:

O que é microgerenciamento?

Antes de trazer as dicas, vamos esclarecer o que significa microgerenciamento. O termo se refere ao ato de controlar excessivamente o trabalho da equipe.

O gestor que pratica microgerenciamento diz aos funcionários o que fazer, ou seja, ele delega tarefas. O problema é que ele também diz como fazer. Assim, não oferece nenhuma autonomia aos seus colaboradores.

Como você pode imaginar, embora esse seja um estilo de gestão muito praticado, ele quase nunca é visto com bons olhos. O perfil dos profissionais da Geração Y, por exemplo, é muito independente. Portanto, o gestor que passa seu dia observando e cobrando ações pode entrar em conflito com a própria equipe.

Ele dá a entender que não confia na capacidade dos colaboradores para executar seu trabalho sem supervisão constante. Além disso, o microgerenciamento é uma prática associada com o gestor “capataz”, que relata as falhas da própria equipe à alta gestão da empresa e volta para aplicar punições.

Como evitar o microgerenciamento de times?

1. Mantenha apenas profissionais em quem você pode confiar

Na base do microgerenciamento está um problema de confiança. Para evitar que esse problema apareça, a melhor solução é organizar sua equipe para que seja composta apenas de profissionais que merecem e conquistam sua total confiança.

Pergunte a si mesmo: eu poderia delegar tarefas importantes a esse profissional e deixar que ele as execute com o mínimo de supervisão? A resposta, é claro, deve ser “sim” para todos os membros da sua equipe.

Para formar um time no qual você confia plenamente, é preciso ter atenção ao processo de recrutamento e seleção da sua empresa. Não faça concessões para pessoas que não são compatíveis com o perfil desejado. Além disso, continue atento aos seus colaboradores mesmo depois da contratação. Afinal, o desempenho de cada um deles no dia a dia vai indicar se eles podem continuar recebendo a mesma autonomia.

2. Entenda e ajude seus colaboradores

Se você se sentir inseguro em atribuir autonomia a algum membro do seu time, procure entender o motivo e encontrar soluções que ataquem a raiz do problema. Adotar o microgerenciamento é a saída mais fácil, mas você deve evitá-la. Comece conversando com o funcionário para entender porque ele não está trabalhando da maneira como você esperava.

Talvez esse colaborador precise de treinamentos, porque ele ainda não tem todos os conhecimentos necessários para desempenhar sua função. Talvez ele precise de mais tempo para adquirir experiência. Ou talvez, simplesmente, ele tenha uma forma de pensar e tomar decisões diferentes da sua, o que deixa você — o gestor — ansioso.

Se você realmente identificar um problema que poderia, teoricamente, justificar a necessidade do microgerenciamento, tudo bem. Mas seu próximo passo deve ser resolver esse problema de forma direta. Tornar-se um gestor centralizador e tirar a responsabilidade das mãos da equipe só vai mascarar a situação.

3. Controle sua própria ansiedade

O microgerenciamento muitas vezes está relacionado a uma ansiedade excessiva do próprio gestor. Colocando importância demais em pequenas atividades, você sente que cada deslize — um atraso, um erro de digitação, um cálculo incorreto — é um gigantesco problema. Para evitar esses “problemas”, sua resposta é assumir o controle.

Se quiser algo bem-feito, faça você mesmo — você pensa. Mas, reflita: esses deslizes realmente trazem consequências tão graves? Na verdade, na maioria das vezes, um erro pode ser facilmente consertado, desde que todos (e, principalmente, você mesmo) mantenham a calma e o foco. Além disso, é uma excelente oportunidade para que sua equipe aprenda e cresça.

4. Perceba o seu valor

Quando um gestor adota o microgerenciamento, algo ruim acontece: ele passa a gastar muito tempo em atividades que agregam pouco valor.

Sua empresa poderia ganhar muito se, em vez de monitorar os passos da sua equipe, você dedicasse seu tempo a desenvolver novos projetos, fazer planejamentos estratégicos, desenvolver networking com parceiros e clientes. Por isso, sempre que você estiver prestes a se engajar no microgerenciamento, use um breve momento para pensar. O que você poderia estar fazendo agora mesmo que iria gerar mais benefícios para o negócio?

5. Comunique-se claramente com sua equipe

Evitar o microgerenciamento não é o mesmo que abandonar sua equipe por completo. Se você comunicar com a equipe — e com cada colaborador, individualmente — quais são as suas expectativas, eles já terão uma base para trabalhar. E, claro, eles deverão assumir a responsabilidade, se não cumprirem com essas expectativas.

Porém, se você não cultivar uma comunicação eficaz com a equipe, eles ficarão perdidos. Não vão conseguir direcionar corretamente o trabalho. E também não poderão ser culpados por isso, já que faltou a liderança. E, nessa situação, assumir o controle torna-se ainda mais tentador para o gestor.

6. Deixe que os funcionários gerenciem uns aos outros

Em vez de você, gestor, praticar o microgerenciamento, que tal deixar que os próprios funcionários façam isso? Um pouco de pressão entre os pares pode ajudar a equipe a apresentar um desempenho melhor, sem que uma figura de autoridade precise agir como “babá”.

Para isso, você pode implementar reuniões de update sem a sua participação. Nessas reuniões, eles vão prestar contas do seu trabalho até o momento e apresentar os próximos passos. Isso cria uma agitação para cumprir com as promessas feitas aos colegas.

Outra boa sugestão são as pesquisas de feedback anônimo. O objetivo é que cada colaborador possa apresentar seus comentários sobre o desempenho dos demais. Porém, nessa ação, a sua mediação é necessária para garantir que todas as críticas sejam oferecidas e recebidas de maneira construtiva.

Você já percebeu que o microgerenciamento não vai ajudar sua equipe a apresentar um melhor desempenho. Ou seja, é uma prática que não beneficia os colaboradores, o gestor ou a empresa. Agora, que tal aprender uma prática que pode realmente alavancar resultados? Acesse o www.neotriad.com , o mais completo sistema de gestão de equipes do País.

porWemerson Marinho

4 Hábitos de Empreendedores de Sucesso

Empreender é um desafio magnífico que eu recomendo a quem deseja buscar novos caminhos na vida. Contudo, os jovens empreendedores precisam se familiarizar com algumas das virtudes que conduzem uma empresa ao sucesso. Neste artigo, apresento quatro empresários que são referência para mim e para o mercado. Cada um se destaca por uma característica que considero vital para o bom empreendedor.

  • João Doria: Planejamento

A falta de planejamento é uma das principais causas de falência de micro e pequenas empresas. Planejar mal dificulta a previsão de resultados, o cumprimento de metas, a avaliação de riscos e a tomada de decisões. Não é difícil entender por que o planejamento é tão importante para um empreendedor.

Uma das minhas referências em planejamento é o atual prefeito de São Paulo, João Doria. A visão do empresário permitiu a ele ser bem-sucedido em negócios dos mais diversos segmentos. Um dos bons exemplos de como o planejamento estratégico produz grandes resultados é o Market Plaza, shopping sazonal que funciona em Campos do Jordão – SP. O negócio deu certo, principalmente, devido à atenção dada por Doria, que se preocupou com detalhes que passariam despercebidos pela maioria, tais como a incidência de luz sobre a placa de cada loja.

A grande qualidade de Doria se evidenciou também em encontros do LIDE, Grupo de Líderes Empresariais fundado por ele em 2003. Tive a oportunidade de participar de uma reunião de planejamento para um encontro do LIDE e fiquei impressionado com o cuidado de João Doria com cada aspecto do evento. Nada foi esquecido, do esquema de recepção à qualidade das toalhas. Essa preocupação reduz drasticamente as chances de erro. Atualmente, à frente da prefeitura da maior cidade do Brasil, João Doria encara um desafio que coloca à prova seu aguçado senso de planejamento.

  • Roberto Justus: Liderança

Poucos empresários são líderes tão sólidos quanto Roberto Justus. Embora não pertença à geração Y, Justus reúne algumas características que o aproximam dos mais jovens. Ele é empreendedor, prático e tem bastante iniciativa. Quando surge algum problema, ele resolve imediatamente.

Justus é chairman do Grupo Newcomm, fundado por ele em 1998 e hoje estabelecido como uma das principais redes de comunicação da América Latina. Líder nato, ele sabe da necessidade de delegar tarefas e ao mesmo tempo monitorar o andamento das empresas que comanda. Sua capacidade de manter as rédeas dos negócios foi colocada à prova quando ele topou o desafio de apresentar o reality show O Aprendiz.

À frente do programa, o empreendedor de origem húngara pôde mostrar ao grande público alguns dos atributos que formam grandes líderes: da firmeza na tomada de decisão à sensibilidade para ouvir seus conselheiros que o acompanhavam na sala de reunião.

Eu mesmo tive o privilégio de contar com a mentoria de Roberto Justus na definição do nome TriadPS. Minha ideia era Tríade do Tempo, por representar a essência da empresa. Mas Justus me alertou que o nome deveria ter um alcance mais global e sugeriu TriadPS (Triad Productivity Solutions). Naturalmente, segui seu conselho quando criei o software Neotriad, que já nasceu com um nome universal.

  • Kevin O’Leary: Foco

O foco é uma virtude valiosa para qualquer pessoa, mas para empreendedores é ainda mais. Kevin O’Leary é um exemplo de empresário focado e de grande êxito nos mercados em que atua. O norte-americano se define como “Eco-preendedor”, ou seja, tem seu foco direcionado para investimentos que conseguem ser ao mesmo tempo rentáveis e eco-amigáveis. Evidentemente, não é tarefa simples unir as duas coisas, mas ter em mente esse tipo de definição é o exemplo claro de como o foco pode nos levar adiante.

Quer ver outro exemplo do foco de Kevin O’Leary? Entre 1995 e 1999, o empreendedor adquiriu quase todos os concorrentes da sua empresa Softkey Software Products à medida que ela se estabelecia como uma potência em seu segmento. O verdadeiro “arrastão” promovido por O’Leary é reflexo de seu foco em triunfar e fazer do seu negócio uma liderança consolidada. Ele poderia, se fosse menos focado, ter aproveitado o crescimento da Softkey para atacar em outros mercados, mas antes disso optou por estabelecer sua empresa como potência.

A estratégia se mostrou uma grande sacada quando, em 1999, Kevin O’Leary vendeu sua companhia para a gigante dos brinquedos Mattel por nada menos que US$ 3,7 bilhões. Em resumo, O’Leary abocanhou a maior parte do seu segmento para então vender para um predador ainda maior. A entrada do substancial montante trouxe um novo foco ao empresário, que passou a priorizar a rentabilidade do seu dinheiro, por meio de um fundo de investimentos próprio.

  • Howard Schultz: Uso de métricas

Quando pensamos em café, logo nos vem à cabeça uma loja da Starbucks. O sucesso dessa companhia se deve, em grande parte, ao trabalho exemplar de Howard Schultz. Sob sua direção, a Starbucks atingiu um total de 25 mil lojas em 75 países. O empresário chegou à empresa como diretor de vendas e marketing em 1981, uma década após a sua fundação.

A guinada da Starbucks começou quando os então proprietários Gerald Baldwin e Gordon Bowker rejeitaram uma ideia de Schultz que se mostraria espetacular. Inspirado nas cafeterias italianas, ele sugeriu a inserção de produtos como cappuccino e café latte, mas só pôde dar vida a esse sonho em 1985, quando decidiu abrir sua própria companhia de café: Il Giornale.

A ascensão da nova marca coincidiu com uma queda da Starbucks. Veja como é o destino, os donos da empresa procuraram Schultz para oferecer a empresa a ele. Após dizer “sim”, Schultz arregaçou as mangas e fez a Starbucks saltar de seis para 165 lojas em apenas cinco anos. O resto é história.

Mas o que quero destacar dentre as qualidades de Howard Schultz é a sua capacidade de usar métricas para alcançar resultados melhores. Após a crise de 2008, que abalou o mercado de forma devastadora, o empresário arregaçou as mangas e passou a ligar pessoalmente para as lojas a fim de entender o que poderia ser aperfeiçoado. Logo percebeu que algumas métricas de sucesso precisavam ser corrigidas. O grande exemplo é a velocidade de atendimento. Por que incentivar os funcionários a fazer atendimentos afoitos quando um dos símbolos da rede é o relacionamento entre as pessoas? Uma coisa não conversa com a outra.

Claro que como todo bom empreendedor, Schultz encontrou outros caminhos para “recuperar” o tempo que deixou de ser economizado no atendimento. A troca de computadores e terminais de atendimento garantiu um ganho de 700 mil horas. A atenção especial às métricas levou Howard Schultz a trocar as máquinas de café e reorganizar a logística, o que reduziu a taxa de entregas incorretas e otimizou o estoque. Resultado? Lucros triplicados em menos de dois anos.

Deixo como inspiração uma de suas frases mais emblemáticas: “Não estamos no negócio de café servindo pessoas, estamos no negócio de pessoas servindo café”. E, se quiser, veja um vídeo no meu canal no Youtube em que comento dois livros sobre a trajetória de Schultz.

porWemerson Marinho

Como ser culto pode ajudar na sua vida profissional e pessoal?

Você já deve ter se admirado com aquelas pessoas que parecem ter uma aura de sabedoria e mistério, capazes de acrescentar conhecimentos em horas oportunas e que sempre colaboram com algum projeto informando algo interessante que ninguém sabia.

Essas pessoas são aquelas que possuem uma elegância natural, um certo charme quando mostram sua intelectualidade, sempre bem-vindas em conversas requintadas, e acabam sendo ouvidas e respeitadas por causa de seus conhecimentos gerais. Terminam sendo conhecidas como as famosas pessoas “cultas”.

Em um país que não prima pela leitura, conhecimento e cultura (falamos sobre isso neste post) ser culto pode ser um grande diferencial para seu crescimento pessoal e profissional. Afinal, conhecimento nunca é demais e saber usá-lo é um fator decisivo na resolução de problemas ou na construção de sua carreira.

► BENEFÍCIOS DE SER CULTO

Além dos já acima citados, podemos destacar mais alguns:

 Gera um constante aperfeiçoamento

Ninguém nasce culto, portanto a pessoa culta aprendeu a cultivar em si mesma o gosto pelo refinamento, pela educação e pelo conhecimento. Ela aprendeu a ser disciplinada e curiosa na busca de coisas que aumentem sua mente e intelecto, sendo assim, são constantes no seu auto aperfeiçoamento. Buscam sempre fazer o melhor e superar seus antigos limites.

 Torna a pessoa mais agradável

Em geral, sempre aparentam ser mais inteligentes, o que naturalmente faz com que as pessoas se aproximem. Também acabam por serem chamadas a dar sua opinião nos projetos ou trabalhos. É aquela pessoa com conteúdo, que ensina e que cativa com seu bom gosto. Possuem uma boa conversa e sempre acrescentam algo a mais.

 Amplia a criatividade

Sua visão de mundo é ampla, possuem bons pontos de vista e sabem discernir entre o que é bom ou ruim. São pessoas de mente aberta com uma percepção apurada e, por isso, conseguem ver detalhes que os outros em geral não percebem. Devido aos seus conhecimentos de outras culturas e de assuntos diversos, podem unir tais informações para criar algo novo. Tem também mais autonomia e decisão. Sabem argumentar com criatividade suas ideias.

 Aumenta a autoestima

A mente humana foi criada para aprender de forma quase ilimitada. O cérebro gera hormônios que nos dão prazer sempre que aprendemos algo novo. Tomar posse do nosso cérebro e usá-lo para aprendermos cada vez mais é garantia de satisfação e prazer constantes. Uma pessoa culta tem um elevado conceito de si mesma, porque preenche sua mente com várias emoções, experiências e aprendizados. Ela sabe que sabe coisas que poucos se dão ao trabalho de estudar.

► COMO ADQUIRIR MAIS CULTURA

Não perca tempo com cultura inútil, não desperdice chances de cultivar mais sabedoria e conhecimento em locais e com coisas que não agregam, foque nos lugares certos. Eis algumas dicas:

• Leitura

Ler autores renomados de outras nações e culturas. Revistas que mostrem o modo de vida de outros povos, suas curiosidades e lendas. Escolha livros que sejam de seu gosto ou paixão, mas, o importante é fazer disso um hábito, pois o brasileiro lê muito pouco. Procure também assuntos diferentes e novos para você como forma de ampliar seus horizontes e desafiar a si mesmo.

Viagens

Viajar é uma forma muito importante de entrar em contato com novos mundos e pessoas, ouvir suas histórias, ver e sentir a cultura através de uma boa gastronomia. Investigar pessoas é reconhecer que há mais semelhanças dentro das diferenças do que se imagina. Quando viajamos estamos em um estado mais atento e disposto ao lúdico e prazeroso o que propicia o aprendizado.

Comunicação

Procure pessoas mais cultas e inteligentes que você. Vá a seminários de assuntos que você conhece pouco, permita-se ser um aprendiz. Escreva para escritores, filósofos, ou vá assistir aulas abertas ao público de universidades conceituadas. Ouça música clássica, vá assistir eventos de mímica, ópera e de culturas diferentes, procurando ver que a comunicação transcende as palavras. Interaja e faça parte de outros grupos. Há muito o que aprender.

• Filmes e documentários

Ao invés de perder tempo com a programação normal da televisão, procure por documentários e filmes que possam agregar valor, trazer cultura e conhecimento. Selecione aqueles que sejam pertinentes ao seu ramo de atuação. Ficar bem informado é uma forma de crescer na sua vida e carreira. A vantagem é que hoje, pela Internet, você pode encontrar filmes que não se encontram mais por aí, bem como documentários em outras línguas. Assim você aprimora ou estuda outros idiomas, que fazem com que sua cultura aumente.

DIFERENÇA DO CULTO E DO CHATO

Há, entretanto, uma grande diferença entre ser culto e ser chato. O culto é bem visto no ambiente de trabalho e também entre amigos. Porém, o chato ninguém quer por perto. Cuidado para não cair nessas armadilhas!

• Intrometer-se sem ser chamado

O culto é educado, espera o momento apropriado e sempre se colabora com coisas pertinentes ao assunto e ao grupo. O chato acha que deve falar sempre e mostrar seus conhecimentos a toda hora, mas nem sempre consegue ser pertinente ou engraçado.

 Apresenta fatos e dados históricos como uma bibliografia

O culto apresenta os detalhes e as fontes somente se perguntado ou se for necessário. O chato faz questão de mostrar sua memória para datas e para as referências bibliográficas, cita os livros e até parágrafos inteiros, o que, muitas vezes, não acrescentam nada ao momento e torna a conversa enfadonha.

 Fala em idiomas que ninguém domina

A pessoa culta gosta de ensinar e por isso, preocupa-se com a forma com que os outros vão entender e assimilar, foca sua comunicação no ouvinte. O chato quer se mostrar e engrandecer seu próprio ego e por isso, fará questão de usar palavras difíceis e de preferência em outros idiomas (sem traduzi-las).

• Critica condutas comparando-as com outras culturas

O culto se ressente por atitudes que não sejam apropriadas ao seu modo de ver o mundo e em geral só comenta se perguntado sobre a questão. O chato vive comparando seu próprio povo com outros que considera mais evoluídos e reclama de tudo e de todos, xinga e perde facilmente a paciência.

• Não respeita a opinião de outras pessoas

O culto gosta de aprender com todos e possui humildade de reconhecer que há “saberes” diferentes ao invés de um único “saber” que seja melhor ou pior. Sabe respeitar a opinião alheia mesmo que diferente do seu modo de ver. O chato não considera ninguém de igual para igual: ou ele está acima, se a pessoa não souber mais do que ele, ou está abaixo, quando encontra alguém que o supere e assim sente-se inferior e sai do recinto. O chato dificilmente assume que a opinião alheia possa ser boa ou melhor que a dele.

Que tal começar a cultivar sua cultura para viver uma vida mais sublime?

Alexandre Rodrigues - Consultor Triad PS
porWemerson Marinho

12 dicas para aproveitar ao máximo um dia de treinamento

Treinamentos, cursos e palestras são sempre excelentes opções para ampliar as competências e habilidades dos colaboradores de uma empresa. É um investimento que visa a melhoria dos métodos e da eficácia do profissional no seu dia a dia.

As empresas muitas vezes oferecem aos funcionários tais oportunidades gratuitamente. Excelentes cursos de consultorias renomadas, investimentos altos que acabam não sendo bem aproveitados pelos participantes. Atrasos, desinteresse, falta de educação, reclamações fúteis e falta de atenção são comuns nas turmas.

Quando a pessoa não dá o devido valor, o resultado é o desperdício de tempo e de dinheiro, para a empresa e principalmente para o inscrito que levaria o conhecimento com ele para sempre. A corporação espera que o funcionário adquira novos conhecimentos para poder usar tanto para si como para replicar aos seus colegas e ter mais produtividade.

Devido à falta de comprometimento, de seriedade em estar presente de corpo, mente e alma, ela acaba falhando na disciplina e por essa razão o que foi aprendido logo se perde. Pequenas ações anteriores ao dia do treinamento e uma postura consciente e responsável durante o curso podem ajudar a fazer com que o aproveitamento do conteúdo seja melhor entendido e absorvido.

Abaixo destacamos 12 dicas simples que ajudam para que o dia seja bem aproveitado.

1ª – Leve o material necessário (inclusive casaco, se for preciso)

Caneta e caderno são materiais básicos, e nem sempre o hotel ou o RH se lembram de fornecer itens para anotações. A preparação deve começar um dia antes, por isso evite atrasos, planeje sair um pouco antes e reveja o endereço do local. Vá dormir cedo para ficar recuperado e disposto. Leve um casaco, pois o ar condicionado sempre causa conflitos nas salas. Chegue mais cedo e dê uma olhada no material fornecido. Qualquer problema comunique aos responsáveis com antecedência.

2ª – Procure se informar antes sobre o que será ensinado

Muitos caem de paraquedas ou nem sabem porque foram inscritos. O tema pode até se mostrar interessante, contudo se você já procurou pelo menos informações básicas sobre do que se trata, terá muito mais interesse em participar e poderá esclarecer todas as suas dúvidas. Mantenha um espírito de renovar seu estoque de conhecimento. Se você já viu o tema e está participando, tome tudo como novo e aproveite para rememorar.

3ª – Alimente-se bem e leve frutas que despertam

Não saia de casa sem um bom café da manhã. Nem todos os cursos oferecem “wellcome coffee”.  Tenha ao menos a precaução de levar uma barrinha de cereais. Durante o curso, beba muita água, pois ajuda na concentração e no transporte das informações através das células cerebrais. No almoço, não exagere, evite a feijoada.

O instrutor tem a obrigação de ser didático e estimular sua atenção, entretanto lembre-se que é um curso e não um show de mágica e ele não é professor de vestibular.  Sua responsabilidade é estar ali para aprender, por isso não se sabote. Caso seja uma carga horária longa e você tende a ter sono, coma maçã ou beba suco de maçã, porque ela acaba despertando mais que o café.

4ª – Esqueça dos seus problemas lá fora

A mente não consegue permanecer quieta por mais de 8 segundos, apontam algumas pesquisas. No máximo conseguimos prestar atenção ao mesmo assunto por somente 8 minutos. Portanto, ficar lembrando de problemas ou de coisas que esqueceu de fazer é prejudicial para o aprendizado. Procure manter a mente centrada no conteúdo.

Para ajudar a limpar a mente escreva em uma folha todas as suas preocupações, tipo as coisas que deixou de fazer e descarregue toda a sua tensão através da respiração profunda, retire tudo o que está prejudicando sua harmonia. Diga à sua mente que essas vozes foram ouvidas e serão realizadas ao término do dia ou no outro dia. Guarde a folha e não fique olhando para ela.

5ª – Foque a atenção

Evite ser interrompido. Se possível, desligue o seu celular, notebook, whatsapp etc. Avise antes aos seus liderados ou parceiros que estará em um lugar onde não poderá atender telefones ou ver seus e-mails. Planeje antes para que você possa se certificar que no dia ninguém o interromperá com falsas urgências, ou o procurará para perguntar coisas que não são importantes. Passe o número do hotel apenas para pessoas que possam avisá-lo de coisas muito graves. De resto, relaxe, deixe para o tempo certo, porque convenhamos, você sabe que muita coisa pode esperar.

6ª – Participe com perguntas pertinentes

O instrutor está ali para ajudar, para passar conhecimento. Evite fazer colocações que fujam do tema, pense no grupo também, respeite, veja se sua interrupção ou pergunta pode ajudar outros ou elucidar algo que não tenha ficado claro. Descontrair tudo bem, agora querer ser sempre o centro das atenções é na hora do happy hour, e não no meio do curso.

 

7ª – Faça as dinâmicas propostas

Tempo é dinheiro, mas também pode e deve ser aprendizado. Você foi retirado do trabalho para aprender. Poderia estar em casa, mas está separado exatamente para se concentrar em aprender, por isso, quando houver alguma dinâmica seja em grupo ou individual aproveite bem o tempo para fazê-la, não deixe para casa. Em casa ninguém poderá tirar dúvidas. A ideia é não perder tempo, então concentre-se como se fosse um trabalho que será cobrado, afinal você é o maior beneficiário pela experiência.

8ª – Interaja com os outros membros

Aproveite os intervalos para conversar e fazer um novo networking.  Durante as dinâmicas é importante você se expressar, discutir com o grupo, vencer a timidez. As pessoas que estão ali sabem tanto quanto você e estão aprendendo também, então não tenha medo de errar. Sem o erro não há aprendizado.

9ª – Não fique com dúvidas

A dúvida é o caminho para a certeza, já diziam os filósofos. Por isso, não fique com receio de perguntar algo caso não tenha entendido. A função do mestre é ensinar de forma clara até que o aluno entenda perfeitamente. Caso seja muito tímido, pode esperar o final e perguntar diretamente ao professor.

10ª – Fique de olho no relógio

Durante os intervalos de coffee ou almoço, é muito raro alguém voltar para a sala no horário. Em geral o instrutor tem que sempre ficar chamando os alunos de volta. Fique atento ao tempo de intervalo, avise aos amigos que o tempo está acabando e se dirija para a sala. Pontualidade é importante para sua imagem e também ajuda o professor a recomeçar o conteúdo sem perda de tempo.

11ª – Antecipe-se, faça o checkout antes.

Evite sair da sala de treinamento. Isso acaba interrompendo a explicação ou distraindo a turma. Quando o curso é longo, sempre haverá momentos de pausa para ir ao banheiro ou tomar um café. Lembre-se que estar com a mente livre é importante, por isso antecipe questões que possam desviá-lo, como chamar o taxi, ou fazer o checkout do hotel. É educado avisar o professor também caso tenha que sair antes do término, assim não é necessário interromper para explicar.

12ª – Não esqueça seu material

Por incrível que pareça, há muitos participantes que na correria de ir embora acabam deixando seu material na sala. É uma perda para a pessoa e para a empresa. Ao terminar, também leve consigo suas anotações. O pessoal da limpeza não tem culpa se achar que tudo é lixo.

E para ter o máximo de aproveitamento do conteúdo é fundamental começar imediatamente a aplica-lo, pois o conhecimento adquirido, quando utilizado imediatamente, se torna mais fácil de ser absorvido e aprendido. E para reter ainda mais o conteúdo, reveja suas notas e as apostilas nas próximas semanas, se puder fazer notas e resumos o aprendizado ficará ainda mais vivo em sua memória.

Bom aprendizado!

Alexandre Rodrigues
Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com