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porWemerson Marinho

6 Maneiras Práticas de Aumentar sua Energia e Performance

O estresse parece ter tomado conta de grande parte dos ambientes de trabalho atualmente. Os trabalhadores modernos relatam serem apressados, depressivos e simplesmente cansados.

De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde, o estresse no local de trabalho custa às empresas 300 bilhões de dólares por ano, o que equivale a mais de 1 TRILHÃO de reais. Valor surreal, né? Mas muito além dos custos financeiros, não podemos esquecer que tudo isso também nos custa individualmente. E o pior: o prejuízo vem logo na saúde.

Então quais são os sinais que precisamos verificar quando nos sentimos exaustos, sobrecarregados e improdutivos? Decidi listar seis pontos vitais do local de trabalho que podemos verificar para estabelecer uma linha de base de saúde:

1. Sono: você está descansando o suficiente?

Nada contribui tanto para o estresse e para matar a nossa produtividade quanto poupar nosso sono – principalmente quando isso se torna um hábito. O sono nos restaura mental, emocional e fisicamente. Quando ficamos dispersos pela tarde ou simplesmente não conseguimos manter o foco, devemos checar quanto dormimos na noite anterior e encontrar soluções para contornar isso. Se a política da sua empresa permite, cogite tirar uma soneca rápida após o almoço, por exemplo. Ao contrário do que você deve estar pensando, a soneca não fará você perder tempo: 30 minutos descansando podem se converter em mais horas de produtividade e ânimo para o resto do dia. Caso esse não seja o seu caso, que tal estipular um horário máximo para se desligar do celular e de todas as telas que emitem luz azul e dormir mais cedo?

* Para mais dicas sobre como dormir melhor, dá uma olhada nessa entrevista que fiz com o Dr. Jefferson Soares, médico Neurologista e Neurofisiologista: Clique aqui

2. Dieta: Você está comendo alimentos nutritivos?

Se não é pelo sono, para a maioria de nós aquela preguicinha no meio da tarde é causada pelo excesso de carboidrato/açúcar no sangue. Comer os tipos certos de alimentos nos ajuda a manter os níveis de energia durante todo o dia. Experimente! Se achar necessário, consulte um nutricionista ou nutrólogo para auxiliar você. Os ganhos serão enormes!!!

3. Exercício: você está ativo?

Quando estamos estressados e pressionados pelo tempo, muitas vezes acabamos sacrificando o exercício. Mas isso é um jogo de soma zero. O melhor caminho é expandir nossa energia e descansar o psicológico para que possamos fazer mais com o tempo que temos. E o exercício é um componente chave disso! Então que tal voltar (ou enfim começar) a se exercitar? Minha dica: Fuja das “modinhas” e procure uma atividade que você goste. Isso faz toda a diferença!

4. Prioridades: Você sabe com clareza o que é mais importante?

Quando nossas prioridades não estão claras, gastamos nossa energia em tarefas inúteis. Estabelecer prioridades conserva nossa energia e libera nosso tempo para os projetos que realmente trarão resultados, deixando a procrastinação de lado. É impossível progredir em projetos importantes e prioritários quando nossos calendários estão cheios de reuniões e tarefas que são circunstanciais. Então se você não sabe suas prioridades, para tudo e repensa agora mesmo!

*Para ajudar, deixo aqui o meu vídeo “Como definir prioridades e metas?”

5. Interrupções: Você tem sistemas para filtrar distrações?

E-mails, ligações, telefonemas, redes sociais… Se não encontrarmos alguma maneira de manter todas essas interrupções à distância, será impossível se concentrar no que importa. Afinal, enquanto damos atenção a todas essas distrações, o trabalho continua aumentando e a sensação de estar sendo engolido pelas tarefas fica cada vez mais difícil de ser contornada. Uma alternativa é silenciar o celular para notificações e estabelecer horários/períodos para abrir o e-mail e as redes sociais (e claro: cumpri-los).

6. Multitarefa: você está tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo?

Um dos grandes vilões da gestão de tempo é a tentativa de se fazer muitas coisas ao mesmo tempo! A multitarefa nos leva a desperdiçar atenção e eficiência na alternância entre várias tarefas. E isso drena nossos recursos mentais e nos desacelera. Sugiro que você liste em um papel ou ferramenta tudo o que tem para fazer no dia e determine a ordem de fazê-lo. Você vai ver como isso ajuda! Aqui na empresa nós usamos o Neotriad, mas você deve buscar a maneira que melhor se encaixe às suas necessidades.

Acho que depois de todas essas dicas, ficou claro que se você está se sentindo mal, a pior coisa a fazer é seguir em frente como se nada estivesse errado. Os sintomas são bandeiras vermelhas que nos alertam para que possamos consertar o que está errado. E essa verdade vale para o trabalho também.

Se nos sentimos exaustos, sobrecarregados e improdutivos, a pior coisa que podemos fazer é seguir em frente e ficar empurrando o problema com a barriga. Isso não vai ajudar em nada! Mas se verificarmos os sinais vitais do nosso local de trabalho, podemos ver o que está errado, fazer ajustes e voltar a ficar de pé. Afinal, nunca é tarde para começar.

porWemerson Marinho

6 dicas para você fugir do estresse

Estresse todo mundo tem, é uma reação natural do corpo a alguma ameaça externa. Desde o tempo das cavernas, ele atua em benefício do ser humano, já que, quando o homem precisava caçar, o estresse preparava o seu corpo para que tivesse mais foco e mais reflexos. É isso mesmo: nos momentos certos, o estresse é positivo. O grande problema é que, atualmente, ocorre com tamanha frequência que acaba sobrecarregando o organismo e prejudicando a saúde.

Os fatores que geram o estresse já são bem conhecidos por muitos. Os mais comuns são as preocupações, a falta de tempo e os problemas familiares. Já os efeitos são bem variados: dor de cabeça, tensão ou dor muscular, fadiga, distúrbios de sono, raiva, ansiedade, falta de motivação, falta de foco, irritabilidade etc.

Sempre digo que o estresse pode ser bem leve, mas que, se acumulado e não receber nenhuma intervenção, ele acaba com a nossa saúde. É uma preocupação aqui, outra ali, dificuldades na carreira, problemas financeiros ou de relacionamentos que fazem com que o problema se agrave. Não espere chegar ao mais elevado nível de estresse para começar a pensar em qualidade de vida. Crie um plano de ação na sua agenda e estipule tarefas para melhorar o seu dia a dia.

Para ajudá-lo a colocar isso em prática, selecionei algumas ações:

1 – Aceite o problema – Ter estresse não é o fim do mundo. Qualquer pessoa está sujeita a momentos de estresse na vida, portanto é fundamental que você aceite isso e se previna. Deixar para mudar só depois que está doente pode ser tarde demais. Admitir o problema ajuda a tomar a atitude de mudar. Negar só vai te prejudicar.

2 – Seja mais produtivo – Quanto mais tempo você tiver para aquilo que você realmente gosta de fazer, menos estresse você terá. Com tempo disponível, consegue ir ao médico, praticar esportes, sair com os amigos, se dedicar mais à família e aos sonhos. É outra vida!

3 – Invista nos seus hobbies ou na sua fé – Você precisa ter uma válvula de escape, algo que ajude você a se sentir melhor ao investir o seu tempo. Pode ser um hobby, um esporte, uma prática religiosa, meditação ou qualquer outra coisa que o deixe mais concentrado. Só você pode descobrir o que fazer, portanto não espere isso cair do céu. Saia do lugar e tente encontrar o melhor “remédio natural” para você.

4 – Faça diferente – De nada adianta saber que está estressado e continuar insistindo naquilo que está minando sua resistência. É necessário fazer alguma mudança, pode ser na alimentação, no seu estilo de vida ou no trabalho. A regra é óbvia, se você fizer as coisas do mesmo jeito, seu estresse permanecerá. Defina as suas áreas de mudança e comece algo novo.

5 – Procure ajuda – Não tente enfrentar estresse sozinho. Cercado de pessoas que gostam de você, fica mais fácil resolver o problema. Converse com o seu chefe, familiares ou amigos. Peça ajuda para marcar médicos, para acompanhá-lo nos exames, para fazer algo diferente, para ir com você à academia ou simplesmente para aproveitar mais a vida.

6 – Nem tudo é tão grave quanto parece – Que muita gente faz tempestade em copo de água é inegável. Quantas tarefas urgentes não são tão urgentes assim? Quantas situações que até então eram pouco complicadas tomaram proporções gigantes de repente? A próxima vez que surgir um problema, analise com objetividade em vez de alimentá-lo. Um pouco de leveza ajuda muito a reduzir o estresse e a focar os pensamentos em atitudes mais relaxantes.

porWemerson Marinho

A importância do Autoconhecimento para a Organização Pessoal

Ser uma pessoa organizada é estar em equilíbrio. E equilíbrio, segundo o dicionário, é: [Física] Estado do sistema cujas forças que sobre ele agem se contrabalançam e se anulam de maneira mútua. Posição do corpo que se encontra estável (desprovido de oscilação ou desvio).Força que age de maneira igual entre duas ou mais coisas (ou pessoas).Cujas quantidades se apresentam de modo igual: existe equilíbrio entre os lucros e os gastos.[Figurado] Propriedade ou estado aquilo que permanece estável (constante); estabilidade: equilíbrio de oportunidades de trabalho.[Figurado] Em que há harmonia; que se distribui de maneira proporcional: equilíbrio de uma estátua.[Figurado] Que apresenta comedimento emocional; cujo estado mental é estável; autocontrole.(Etm. do latim: aequilibrium.ii).  Grifos meus, ok?

Como podemos ver, um Ser em equilíbrio permanece estável com comedimento emocional e autocontrole. Fantástico! Agora me diga: Quem consegue estar 100% equilibrado o tempo todo? Digo equilibrado mesmo e não “se segurando” para não explodir debaixo de uma capa. Difícil, né?

Eu mesma nem sempre estou 100% equilibrada o tempo todo por um simples fato: sou humana, tenho virtudes e defeitos como todo mundo, porém tenho hoje um grau de consciência maior sobre mim. Ele veio com as dificuldades da vida, com o coaching, com a maternidade, o casamento… Sim, sim. Em todas as situações podemos obter aprendizados sobre nós mesmos.

Isso tudo para dizer que:

                                     AutoConhecimento  =>  Equilíbrio => Organização Pessoal

Explico: Quando nos autoconhecemos, temos maior chance de encontrar equilíbrio diante das adversidades e, consequentemente, nos organizarmos. Quer ver?

Qual a chance de você chegar com antecedência numa reunião na segunda às 9h e participar dela de forma produtiva/presente, depois de ter tido um problema pessoal pesado no sábado que não sai da sua cabeça?

Você até pode “colocar o problema debaixo do tapete”, mas ele vai continuar ali, mesmo que evite pensar nele. Entende? Agora se você já “esfriou” a cabeça, conseguiu minimamente se situar dentro da circunstância ainda que não tenha a solução a chance de ser produtivo aumenta

Organização e Equilíbrio caminham juntas desde que seja o Autoconhecimento a uni-las. Como sei disso?

Pelas minhas vivências pessoais e profissionais. Não apenas com clientes e relações próximas, mas ainda nas minhas “andanças” em cursos, treinamentos, livros, enfim… Fora, claro, a observação. Como uma boa jornalista, e agora boa coach, observar a realidade à minha volta é comigo mesmo. Vejo pessoas “equilibradas” não serem organizadas com o seu tempo, por exemplo. Aquelas mais organizadas em geral são as que olham pra si mesmo, suas relações e priorizam o seu bem estar.

Me dei conta dessas relações quando percebi o quanto a (des)organização afeta a nossa vida e fui em busca de uma teoria para embasar isso. Foi quando conheci a Laura Cavalcanti, indicada pela Tabatha Moraes. Laura é psicóloga e coach e trabalha com emagrecimento no Emagrecer Integral. Ela me apresentou o Diagrama Integral -uma parte da Teoria Integral- do Ken Wilber, uma meta teoria que abarca conhecimentos orientais e ocidentais para uma leitura integral do homem, em que se estabelece a relação do sujeito consigo e com o mundo externo.

Adaptei essa ideia à Organização Pessoal e vejo a aplicação dessa relação na prática. Uma coachee não tinha tempo para nada, até vermos que a dificuldade dela em dizer “não” atrapalhava e muito a vida dela. Sessões depois:  bingo! Tinha a crença de que se negasse as solicitações alheias não seria bem quista pelos mais próximos. Me lembro de ter me atrasado para um compromisso mas não sair enquanto não resolvemos isso. (risos)

Ficou mais claro agora como o autoconhecimento influencia no equilíbrio e na Organização Pessoal?

Por isso não vejo muito sentido em atuar de forma isolada na Organização Doméstica, pois ela é apenas uma parte. Adianta ter as gavetas organizadas e as relações não? A depender , a organização das gavetas pode ajudar nas relações e vice-versa. O que quero dizer é que antes de organizar a nossa casa é preciso se organizar por dentro.

A triagem (separação entre objetos, roupas que ainda serão usados, poderão ser doados, serão descartados) talvez seja a parte mais importante de uma Organização Doméstica, pois é quando nos deparamos com os nossos sentimentos, lembranças e planos que estão presente em cada uma daquelas coisas e desapegar-se delas pode representar um expurgo emocional muito eficiente.

Triar os sentimentos é um comportamento a ser transformado em hábito e é nisso que acredito e aplico comigo e nos clientes seja na Consultoria, abordagem mais pontual, ou no Coaching onde posso me aprofundar mais. Organização Pessoal é um processo de dentro para fora. Somente organizamos nosso ambiente externo quando o interno está em equilíbrio. No que puder ajudar, conte comigo.

Até a próxima,

Joana D'arc Souza - Consultora e Coach de Organização Pessoal
porWemerson Marinho

Organização Doméstica ajuda a construir o nosso aconchego no lar

Hoje vamos falar de Organização Doméstica de um jeito diferente. Falemos sobre a importância de cultivar o nosso lar para os que o dividem conosco – e como podemos dar conta disso tendo rotina atribulada.

Se você cuida da casa, das roupas, da comida, do relacionamento, de você, do trabalho e dos filhos/familiares, fora as atividades extras (Ufa!!! Já cansei!), então sabe do que estou falando e do quanto, muitas vezes, queremos fugir por achar que não daremos conta. Sim, me incluo nisso também.

Organização Doméstica é mais do que ter um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É estarmos inteiros, plenos, presentes ao deixarmos o nosso cantinho do nosso jeito, aconchegante para nós e para aqueles que convivem conosco e nos visitam. Lembrando sempre que é muito bacana faxinar, cozinhar e arrumar a casa para festejar com amigos. Eu mesma sou adepta disso, sempre que possível. Porem não podemos esquecer de fazer isso com os nossos e para os nossos. Por que são só as visitas que recebem tratamento VIPPorque não tratar como VIP as pessoas realmente VIP na nossa vida? Aquelas que convivem conosco.

Falta de tempo, claro! Ah, sempre ele!
E se eu te dizer que ele não é tão mau assim?

O tempo pode nos ajudar e muito nisso. É só lembrar do motivo pelo qual estamos limpando e arrumando a casa, como colocar uma flor na mesa da cozinha, sabe? Uma “bobagem” que já diz muito.

Para quem não conhece, isso é uma colmeia organizadora:

Elas servem para colocar meias, peças íntimas femininas e masculinas, leggins, biquínis, enfim. Uma infinidade de usos. Eu tinha muita resistência a usá-las, mesmo sendo Personal Organizer desde 2013. Quebrei isso quando associei, em um curso de reciclagem feito em 2016, seu uso com o bom uso do tempo.

Assim como organizamos (deveríamos, pelo menos) a nossa agenda com cada compromisso num intervalo, por que não organizar as nossas coisas? Por que não dedicar um tempo para a nossa casa?

Nossa casa reflete nossa essência, nossa organização emocional e relacionamentos. Pessoas que convivem “em pé de guerra” ou numa aparente harmonia quando na verdade é “cada um por si” dificilmente terão a casa organizada. Exemplo típico: aparentemente tá tudo limpo e arrumado até um armário de uso comum, como o da cozinha, ser aberto..

Comece planejando!

Sim. Sim. Planejar é a palavra de ordem. A partir do planejamento se estabelece algo precioso para um lar: a Rotina Doméstica de limpeza e alimentação. Para quem tem filhos, então, isso é fundamental!!!

COMO PLANEJAR

 
Primeiramente, lembre do motivo pelo qual está fazendo essa organização! Falamos no começo do texto sobre ter um ambiente aconchegante a nós e aos nossos.

Comece pelos pontos críticos. 

Geralmente a gente sabe quais são os piores pontos críticos da casa. Eu, por exemplo, tenho dificuldade com as roupas. Porque não vão para os devidos locais já dobradas/passadas sozinhas? Aff! Outro dia levei quase 2h guardando roupas e organizando gavetas, porque dobro uma a uma, guardo em cada gaveta, prateleira… As roupas passaram a ser meu indicador de produtividade: Lavei e guardei, sem acumular para lavar ou guardar? Ponto! Tive uma semana produtiva em casa.

E você quais os pontos críticos da sua casa? Comece por eles, planeje no seu tempo disponível um intervalo para isso. Mas não se esqueça da triagem:

–  O que será usado mesmo – SEPARE.
–  O que está em bom estado e será usado um dia, quem sabe – DOE.
– O que não será usado de jeito nenhum e só ocupa espaço – LIXO.
– Depois disso, aí sim ORGANIZE.

Lembrando que Organizar = Armazenar da melhor forma possível com critério de uso e alcance útil. Sabe aquela bolsa do dia a dia? Para que eu vou colocar na parte de cima do armário se tenho 1,60m e terei que subir numa escada todo dia.

Já entendeu né?

– Usado sempre – Deixe a mão
– Usado de vez em nunca – Fora do alcance
(Claro que aqui não me refiro a itens perigosos às crianças e animais. Isso é outro papo!)

E por que eu disse para começar com o “pior”?

Simples: Ao fazer o que é mais penoso e demorado, ganhamos motivação para fazer o mais simples e/ou o que nos agrada mais. Vira recompensa.  E não há recompensa melhor do que estar com a nossa casa organizada e arrumada com carinho para quem amamos, né? Fora que dá uma satisfação em ver o resultado do esforço traduzido num ambiente acolhedor e aconchegante a nós e a quem recebemos. Não dá?

Organização Doméstica é um processo continuo. Comece e vamos juntas.  Estou aqui para ajudar, conte comigo!

Joana D'arc Souza - Consultora e Coach de Organização Pessoal
porWemerson Marinho

Sonhos – Protagonista ou Coadjuvante?

Você já parou para pensar se os planos feitos por você, de forma individual ou coletiva, foram concretizados (ou não) e por quê?

Não me refiro aos desejos e sonhos secretos que a gente só abre para um certo alguém e mais ninguém, mas sim aos que compartilhamos na esperança de termos apoio dos mais próximos ou, pelo menos, de não haver interferência negativa por sabermos que, apesar de nossos, podem de alguma forma afetar aos demais.

Exemplos:

  • Sair de um emprego para empreender
  • Mudar de cidade/país a trabalho
  • Mudar de emprego para segui seu sonho.
  • Mudar de profissão
  • Mudar a dieta alimentar
  • Desejar ou não ter um filho, biológico ou adotivo
  • Adotar o home office como modo de trabalho
  • Casar
  • Separar
  • Emagrecer

Quando planejamos algo, por mais individual que seja (como nos exemplos acima), de alguma forma sempre afetamos os nossos próximos. Principalmente se for próximo a ponto de dividir o teto ou convivência conosco.

Eu mesma já passei por pelo menos 3 situações dentre as citadas acima. Mudar de profissão e adotar o home office fui a protagonista; Na mudança de emprego para seguir o sonho, exerci o papel de coadjuvante.

Por isso, senti na pele o quanto nossas decisões interferem na vida dos que convivem conosco. Quando larguei o Jornalismo para ser Personal Organizer, estava casada há pouco tempo, grávida, em um mau momento profissional e precisei parar de trabalhar para me dedicar a essa descoberta profissional com o auxílio de coaching. Nem preciso dizer o quanto receber apoio emocional e financeiro dos meus familiares foi fundamental, né?

O mesmo vale para o home office. Nesse momento, minha filha Sophie, hoje com quase 3 anos, tinha poucos meses e assumir essa escolha de forma planejada também necessitou de apoio (mesmo já tendo essa rotina profissional anos antes por outras circunstâncias).

Mas quanto as decisões alheias interferem na nossa vida?

Meu esposo sempre quis trocar de emprego em busca do seu sonho. A oportunidade chegou no começo de 2016, e assim ele fez. Até a concretização, de fato, quantas vezes eu não demonstrei insegurança com essa necessidade dele? Quando ela finalmente se deu, houve mudanças na nossa rotina pois ele precisava sair mais cedo para ir ao trabalho e eu tive o impacto de reestruturar a minha rotina matinal e a da Sophie para a nova situação. Recentemente, por uma necessidade minha, também precisamos mexer na rotina matinal de todos e desta vez o mais impactado foi ele.

Dei esses exemplos pessoais para mostrar o quanto a comunicação e alinhamento de expectativas interferem na produtividade da execução dos nossos planos e como devemos estar sempre atentos às necessidades e desejos do outro diante das NOSSOS planos. Lembrando que não estou dizendo para abrir mão de um sonho por causa de outrem, apenas despertando a consciência de que os que fazem parte da nossa vida não podem ser excluídos deste sonho e apenas com negociação que é possível solucionar os impasses.

Sem cobranças sobre si ou sobre o outro, com ideias como “eu desisti por sua causa”. Ao invés disso, lembre que “eu desisti porque levei em conta tais motivos que Fulano me apresentou”. O sonho sendo SEU, a responsabilidade sobre a execução, adaptação ou desistência dele é SUA. Afinal, quem é o único responsável pelas SUAS DECISÕES?

Da mesma forma, tenha clareza do quanto um posicionamento seu, muitas vezes vindo da própria experiência, pode afetar os sonhos de outrem. Também aqui vale não se cobrar.

UMA HISTÓRIA RÁPIDA

Quando uma amiga resolveu casar, eu a questionei se pontos como “desejo por filhos”, “condições de trabalho” e “manutenção da casa” estavam alinhadas com o futuro esposo. Ela me questionou se eu a estava induzindo ao término. Eu apenas disse que não, pois se fosse da escolha dela fazer isso, seria responsabilidade dela e não uma imposição minha sobre a sua vida. Eu apenas estava querendo ajudar. Na época eu tinha essa clareza por estar casada há pouco tempo e ter feito exatamente o que sugeri a ela. Ela casou e hoje tem um lindo bebê, meu sobrinho. 

Há também situações que, por já termos passado, dizemos não ser possível, etc e tal e colocamos várias oposições aos sonhos alheios. Isso também não é legal, pois o sonho não é seu e por isso mesmo devemos ter o cuidado de não projetar nosso fracasso. O fato de termos uma experiência negativa não determina que o outro também vá ter. Cada um tem a sua história.

Quando eu tinha por volta de 16 anos e comentei meu desejo pelo Jornalismo, uma conhecida projetou em mim todas as suas frustrações. Apesar de nova, não me abati, cursei Jornalismo e fiz uma carreira que se encerrou em 2013. Hoje, caso alguém me pergunte sobre a profissão, passarei minha experiência de forma positiva, mesmo tendo desistido, pois não quero fazer com outro o que me fizeram. Eu não desisti, mas poderia tê-lo feito; portanto não quero destruir o sonho de ninguém.

Fica aqui a proposta de reflexão. Por mais que tenhamos SONHOS e PLANOS, devemos ter o cuidado de incluir neles aqueles que são realmente importantes na nossa vida e de ser responsável pelas nossas escolhas diante das demandas alheias.

Além disso, respeitar os sonhos e planos de outrem é fundamental. Ainda que algumas vezes, por experiência própria, seja capaz de antever o resultado, é importante não impedir ninguém de sonhar. Afinal, somos ao mesmo tempo protagonistas e coadjuvantes na nossa história e na de quem amamos e, como nos roteiros, não devemos esquecer que em cada história temos uma função e devemos respeitá-la e honrá-la, buscando sempre ajudar cada um a escrever o seu próprio roteiro. 

Joana D'arc Souza - Consultora e Coach de Organização Pessoal
porWemerson Marinho

Como aumentar sua produtividade na leitura?

O brasileiro lê muito pouco. Enquanto a Espanha lê em média 10,4 livros anualmente, pesquisas apontam que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano. Desse total, apenas 2,43 são terminados. O Brasil está entre os piores colocados no ranking mundial de leitura e interpretação de texto.

E para aquelas pessoas que não leram sequer um único livro, quais teriam sido as desculpas? A pesquisa apontou as principais razões para a falta de leitura:

Falta de tempo (32%); Não gosta de ler (28%); Não tem paciência para ler (13%); Prefere outras atividades (10%); Dificuldades para ler (9%); Sente-se muito cansado para ler (4%); etc.

Pelo que foi levantado, podemos claramente perceber que o brasileiro que não lê, ainda não se conscientizou dos enormes benefícios que a leitura traz para a vida pessoal e profissional. E podemos concluir também que grande parte dos não leitores ainda se apega a alguns mitos com relação a leitura, ou não criaram uma estratégia simples de como podem aproveitar melhor seu tempo para incluir leituras importantes e prazerosas na sua rotina.  Para ajudar tanto aqueles que leem mas não conseguem terminar os livros começados, como para auxiliar os que não leem, escolhemos dez dicas para mudar a forma como você encara a leitura.

1 – Leia sempre que estiver descansado e relaxado

Quando você chega na academia, há sempre um aquecimento e um alongamento. Quando você vai a um evento, você se arruma. Quando vai apresentar um projeto, você respira e revê mentalmente seu plano. Você irá encarar a leitura da mesma forma, como se fosse algo importante, como se fosse um evento, porém, sem o estresse de ter que atingir algum resultado que não seja a sua própria satisfação. O momento em que você estiver se sentindo mais relaxado, alegre, disposto e descansado é o momento ideal para começar seu livro.

2 – Marque um compromisso com o livro

Agende este compromisso de forma séria, ao mesmo tempo de forma descontraída, como se fosse encontrar um amigo. Sente-se confortavelmente, conheça o livro, pegue na mão, folheie, veja a capa, sinta o perfume, e saiba que você terá boas conversas com ele. Certifique-se de estar de bem consigo, relaxado e descansado e comece a ler. O importante dessa vez é ler por pouco tempo antes que se sinta cansado ou entediado. Pare na melhor parte, para ter interesse em ler novamente. (Ah, é melhor não deitar para ler!)

3 – Não leia por obrigação

Na escola, somos obrigados a ler livros porque eles serão “importantes” para o vestibular. Dessa forma, acabamos por criar o hábito de ler por obrigação ou dever. Ler é importante sim, mas não é para ser chato, é para fazer parte do seu crescimento como pessoa. Se você lê porque alguém falou que você deve ou porque é um livro obrigatório para sua carreira, então é melhor encarar isso como parte do seu trabalho e não como leitura, porque o que está em questão é começar o hábito de gostar de ler. Você não está mais lendo para o trabalho, você está trabalhando. Assim você muda a atitude como encara a emoção de ler.

4 – Se perdeu a atenção, pare!

O gostar deve vir de dentro de você. Só assim você começará a ler porque gosta e não por obrigação. Por isso, se durante a leitura você perde a atenção significa que: ou você não está entendendo ou não está gostando. Para ambas as coisas, a dica é: respirar, lavar o rosto, recomeçar. Se não resolver, pare e faça isso em outro dia que estiver mais alegre e disposto. A atenção vai aos poucos sendo treinada, não desista logo. É normal para quem não tem o hábito, perder-se nas primeiras linhas. Por isso persista um pouco mais até que sua atenção dure um capítulo inteiro.

5 – Não é necessário ler seguindo uma ordem

Um dos maiores mitos da leitura é que você tem que ler do começo ao fim seguindo a ordem natural dos capítulos. Mas, não é bem assim. Você pode ler uma parte qualquer, depois outra, ler o final do livro, ler de duas em duas páginas, enfim não importa, o que realmente é importante é terminar o livro, no seu ritmo e da forma como você quiser.

6 – Organize seu tempo para ler. Reserve um horário calmo.

O ser humano não vive sem hábitos. Todos fazem querendo ou não uma rotina, e dentro dessa rotina que muitas vezes acaba se tornando inconsciente para a pessoa, são incluídas uma série de atividades que nem sempre são úteis. Por que não procurar entender melhor como você está organizando ou desorganizando seu tempo para incluir um horário certo para suas leituras? Com a prática consciente de ler nesses horários, bastará ao menos os primeiros dias para que a prática se torne um hábito e a partir daí ficará mais fácil a mente se acostumar com esses momentos. Quando você observar terá lido vários livros ao ano.

7 – Aproveite todo e qualquer momento

Depois de adquirido o hábito de ler, de forma prazerosa e sem ser uma obrigação, você notará que a suposta falta de tempo era de fato uma grande desculpa. Porque agora em todo o momento de ociosidade você aproveita para antecipar ou continuar a leitura. Seja no metro, no fretado, no avião ou até mesmo ouvindo seu livro no carro em um áudio book, suas leituras não vão parar. E hoje, com a tecnologia, você pode baixar vários livros e mantê-los na “palma de sua mão”. O fator espaço e dinheiro também podem ser resolvidos, pois há versões online e gratuitas de milhares de livros dos mais variados assuntos e dos mais renomados autores.

8 – Priorize leituras que sejam de seu agrado

Seja no trabalho, seja nos cursos, faculdade ou nas áreas de seu interesse, sempre haverá uma quantidade enorme de livros para ler. Por essa razão é importante priorizar a sua leitura. Essa questão é muito particular e cada um irá priorizar da maneira que achar mais conveniente. Se é necessário ler primeiro os da faculdade por causa das provas então coloque-os na frente. Contudo, uma das melhores estratégias para que se insira definitivamente o hábito de ler, é escolher os livros certos para você, o que significa que devem ser aqueles que você mais gosta, com os assuntos mais pertinentes as suas maiores paixões. Não importa o que seja, se você for apaixonado por xadrez ou pôquer, priorize-os, com isso seu nível de leitura aumentará e assim estará preparado para encarar qualquer livro que precise.

9 – Você pode ler mais do que um livro por vez

Devemos combater outro mito da leitura, que diz que não podemos ler mais do que um livro por vez. Na verdade, você pode sim e deve, porque assim a mente descansa de um livro para o outro e você acaba por aumentar sua compreensão e visão de mundo. Muitas vezes encontra coisas interessantes em um livro que complementam o entendimento de outro. ariar também ajuda a não perder o ritmo de leitura, porque se um livro, por alguma razão, se torna “chato” você pode abrir o outro e recomeçar a leitura de onde parou.

10 – Marque em um quadro o livro lido e em quanto tempo terminou

Essa dica é muito usada para incentivar jovens que não gostam de ler. Começamos escolhendo livros do interesse dos jovens, depois os estimulamos a terminarem os livros e no final anotam em um quadro o livro lido e quanto tempo demoraram. Não é competição, isso é um quadro particular. O jovem, ao ver quantos livros leu, se desafia a ler mais para preencher o quadro e ter aquela sensação de que leu bastante. Também é valido dar a eles livros pequenos, pois o que importa é que ao verem o quadro se sintam orgulhosos de terem lido tantos livros. Com a autoestima mais alta acabam por sempre ler livros maiores e mais desafiadores.

Fonte de Pesquisa:

http://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/44-da-populacao-brasileira-nao-le-e-30-nunca-comprou-um-livro-aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/

Alexandre Rodrigues - Consultor Triad PS
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