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porWemerson Marinho

Produtividade da Mulher x Cólicas Menstruais

Muito se fala sobre produtividade da mulher no ambiente de trabalho. Neste universo, inúmeros tópicos sempre estão em pauta: vida familiar, filhos, divisão de tarefas, dupla jornada de trabalho. Mas pouco se fala de algo inerente à mulher e que, portanto, não se trata de escolha ou opção. Ela está lá, queira ou não, quase todos os meses. A cólica menstrual.

E ainda que o assunto seja pouco comentado ou levado em consideração pelas empresas no Brasil, mais do que causar desconforto, a cólica menstrual afeta diretamente a produtividade das mulheres no ambiente de trabalho.
De acordo com o Estudo DISAB (Dismenorréia & Absenteísmo no Brasil), desenvolvido por ginecologistas e publicado na Revista Brasileira de Medicina, a cólica menstrual diminui em até 67% a capacidade de produção no trabalho profissional e na realização das atividades diárias entre as mulheres brasileiras. Isso significa que se em um dia normal uma mulher produz 50 relatórios em sua jornada de trabalho, em um dia com cólicas menstruais este número pode diminuir para até 17. Afinal, o tempo que deveria ser dedicado integralmente a uma atividade, muitas vezes acaba se dividindo com o desconforto e a tentativa de aliviar a dor.

Os números revelam ainda que, mais do que na mulher, o período acaba doendo também no bolso do empresário. Já que, segundo o estudo, a perda de produtividade por funcionária ocasionada pela cólica tem custo médio de aproximadamente um mês de trabalho por ano.

Obviamente nem todas as mulheres sofrem com o problema e nem todas que sofrem precisam mudar sua agenda por conta das dores, mas os números deixam claro a importância de se olhar com outros olhos para essa questão. Um olhar mais humano. Afinal, quando falamos em ambiente de trabalho, o que afeta um indivíduo, direta ou indiretamente acaba afetando toda a equipe.

Deste modo, essa questão que tanto interfere na qualidade de vida das mulheres deveria ser levada em conta pelos gestores. Pois, muito além do aumento de produtividade e consequente economia dos custos indiretos, é necessário zelar pela garantia do bem estar de seus funcionários, considerando sempre seus limites físicos.

 Frequência de sintomas associados à cólica no período menstrual.

* Salário mensal – R$ 450,00 / Remuneração hora – R$ 3,14.

porWemerson Marinho

Não diga que “Mudar é Difícil” quando você pede às pessoas para mudar

Quando uma iniciativa de mudança atinge um obstáculo, muitas vezes os líderes fazem questão de dizer às pessoas que “mudar é difícil”. Mas é preciso tomar cuidado, pois essa velha ideia pode se tornar uma profecia autorrealizável. Isto é: você se convence de que algo acontecerá (ou não) e trata de providenciar as condições para demonstrar que tinha razão, ainda que inconscientemente.

Os contratempos ou atrasos momentâneos podem ser vistos como sinal de perigo, e de repente, os funcionários se desengajam em massa. Em vez disso, tente mudar o script.

Em um estudo da Universidade de Chicago, os pesquisadores conseguiram mudar a mentalidade dos participantes ao lembrá-los que a maioria das pessoas melhora com um pouco de esforço. Os resultados? Os participantes do estudo identificaram de forma mais rápida as vantagens da mudança do que as desvantagens. Por isso, ao invés de simplesmente aceitar que tentativas de mudança raramente têm sucesso, lembre a você mesmo e à sua equipe que todos vocês estão aprendendo novas habilidades e se adaptando a novos ambientes para o resto da vida.

E toda vez que você sentir o impulso de dizer “Mudar é Difícil”, faça uma afirmação diferente, uma tão comum quanto verdadeira: A adaptação é a regra da existência humana, e não a exceção.

Fonte: Harvard Business Review
porWemerson Marinho

Por que as listas de “algum dia” não funcionam?

Tenho certeza que alguma vez, quando não queria se esquecer de algo, você colocou a tal tarefa na famosa lista de “algum dia” para fazer. Estou certo ou não?

E digo isso porque eu mesmo já tentei usar essa abordagem e já vi inúmeras pessoas tentarem usar, mas simplesmente não funciona na maioria dos casos.

Deixo aqui as principais razões para você evitar essa prática: 

1 – Lista de procrastinação – Esse é o nome correto da lista de “algum dia”. Você coloca ali coisas que acha legal e nunca acaba fazendo. Aí passam os prazos, a coisa perde o sentido, ou simplesmente não é mais possível de fazer.

2 – Sem prazo, sem ação – É muito provável que tarefas que ficam soltas nessa lista nunca sejam feitas, pois não há um prazo que você deseja executá-las. No mundo sem tempo que muitos vivem é quase uma utopia encaixar algo que não foi programado, não é verdade?

3 – Pouca revisão – Se você não criar o hábito de revisar essa lista frequentemente, acaba não servindo para nada! E a tendência natural a esse tipo de lista é apenas crescer e raramente esvaziar.

4 – Não há associação com itens relevantes – Se uma tarefa qualquer não estiver associada a algo que irá trazer um benefício à sua vida, você não a realizará espontaneamente. Por isso, uma lista de atividades apenas fica sem relevância e, por consequência, sem execução.

5 – Não é para coisas práticas – Tudo que parece legal é colocado nessa lista e acaba tendo coisas na lista que você nunca realmente fará, se torna uma lista de sonhos distantes. Tipo aquele curso de apicultura que você acha interessante, mas nunca vai fazer.

Se identificou? Então que tal começar a colocar em prática o que realmente é importante para você e, o que não for, desencana… Não gaste energia e nem tempo com o que não trará os resultados que você tanto deseja.

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